15/02/2011 09h52 – Atualizado em 15/02/2011 09h52
O adeus de um “Deus” com super poderes
Emerson Augusto Fonseca
Falar de Ronaldo é tão difícil como falar de uma escultura às escuras. O menino que nasceu em 22 de setembro de 1976, no Rio de Janeiro e foi “batizado” com o nome de Ronaldo Luiz Nazário Lima, de Ronaldinho chegou a ser apelidado de “fenômeno” pela crítica esportiva e pelos amantes do futebol. Escolhido três vezes, sendo duas consecutivas como o melhor jogador do mundo, hoje o “deus” com super poderes que encantou o Brasil, o mundo, após dezenove anos de carreira disse “ADEUS”, e chorou.
Ronaldo, sufocado pela cobrança de um público que acostumou vê-lo fazer a rede balançar e ouvir um grito de GOOLLLL,.. deixa a nação brasileira, e por que não dizer o “planeta bola”, como a “bola” mais conhecida e mais ilustre do momento.
O anuncio de parar de jogar, e as revelações, e frustrações reveladas pelo próprio “larápio” de cenas, dribles e títulos marcantes que jamais se apagarão da memória histórica da mídia desportiva, espelha-se em uma canção de notas marcantes, mas em tom desafinado.
A carreira profissional, o emocional, a vida de luxo e ostentações, que invadiu a vida daquele que fora tratado como rei, chegou ao fim em meio a especulações, contusões, e um porte físico de um “atleta de fim de semana”, que lutou até o fim, ou por “amor à bola” ou quem sabe pelos milhões em sua conta bancária que o faz ser tratado mesmo sem a “bola no pé”, não mais como fenômeno, mas como uma iguaria diante do resto dos mortais.
Nos últimos anos Ronaldo foi taxado como um jogador que apenas vestia a camisa para pousar como ídolo, e a imprensa e os holofotes mesmo assim se dirigiam a aquele que de estrela passara a ser perseguido como se fosse a “bola em jogo”, e questionado pelas fracas atuações, o ex-fenômeno, muitas vezes preferia calar-se diante de perguntas que se fossem respondidas seriam encaradas como não verídicas, senão apenas como palavras ditas no momento emotivo do apito final do jogo.
Ronaldo Luiz Nazário Lima…Ronaldinho…O Fenômeno, “a bola”, seja fora ou dentro dos gramados…sua carreira e seu adeus em lágrimas no palco onde sempre foi monólogo, está esculpido em mármore carrara.



