21/05/2013 15h31 – Atualizado em 21/05/2013 15h31
Projetos seriam votados em sessão da Assembleia nesta terça-feira (21). Votação foi cancelada para que sindicatos ainda negociem com governo.
Da Redação
Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul retiraram da pauta de votação da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (21), os projetos para o reajuste salarial de cabos e soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, e de investigadores e escrivães da Polícia Civil. O pedido foi feito pelas lideranças dos sindicatos de cada categoria, que estavam presentes na sessão em Campo Grande, e foi acatado pelo presidente da Assembleia, Jerson Domingos, e pelos demais deputados.
A assessoria de imprensa da Assembleia afirmou ao G1 que a nova data para a votação dos projetos ainda não foi definida e que o objetivo do adiamento da votação é que os sindicatos tenham mais tempo para negociar os índices de reajuste com o governo do estado. A tabela de reajustes proposta pelo governador André Puccinelli, na segunda-feira (20), seria votada nesta manhã (21) na Assembleia Legislativa.
Os investigadores e escrivães estão em greve desde a última sexta-feira (17) e os cabos e soldados da PM começaram o ‘aquartelamento’ às 7h30 desta terça-feira.
De acordo com a Polícia Civil, a média de boletins de ocorrências registrados diariamente caiu depois da greve, de 2,6 mil boletins para 600 ocorrências registradas. Ainda segundo a Polícia Civil, cerca de 40% das ocorrências estão sendo registradas pela internet, na Delegacia Virtual.
‘AQUARTELAMENTO’
Segundo o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul (ACS/MS), Edmar Soares da Silva, cerca de 5 mil policiais militares do estado aderiram ao ‘aquartelamento’.
Ele afirma que o número representa 60% dos cabos e soldados associados ao sindicato. O comandante do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Ociel Ortiz, disse ao G1 nesta manhã, que a corporação não aderiu à greve dos policiais e que considera o ‘aquartelamento’ um crime.
(*) Com informações de G1 MS





