22/05/2013 08h58 – Atualizado em 22/05/2013 08h58
O protesto contou com cerca de 40 investigadores e escrivães da região do bolsão
Entre as reinvindicações dos policiais estão melhorias no trabalho e um reajuste salarial para categoria
Ricardo Mendes
Os policiais civis da região do Bolsão organizou na manhã de terça-feira (21) um protesto na Ponte Rodoferroviária que liga Mato Grosso do Sul a São Paulo e por aproximadamente uma hora os veículos foram impedidos de sair e entrar no Estado. A ponte é rota de motoristas que passam pela Rodovia Euclides da Cunha, em São Paulo.
A manifestação, que faz parte do movimento grevista da Polícia Civil, contou com aproximadamente 40 investigadores e escrivães de todo o Bolsão.
A greve geral dos policiais civis de Mato Grosso do Sul começou na última sexta-feira (17) e não tem previsão para ser encerrada. Tudo isso porque o Governo Estadual se recusa a atender às reivindicações da categoria que, segundo o dirigente regional do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Wendell de Oliveira, recebe o terceiro pior salário do país.
Inicialmente a proposta do governo era de reajuste de 5%, mas subiu para 7% mais a promoção dos 70 policiais da Classe dos Substitutos, primeira das cinco da carreira policial.
Além disso, foi oferecido reajuste de 8% em 2014 e 12% em 2015. De acordo com Wendell, o governo pretende extinguir a categoria dos substitutos e passá-los para a 3ª classe, dessa forma, o salário da polícia civil subiria no ranque dos salários. “O que o governo pretende é mascarar a realidade vivida hoje pela Polícia Civil em todo o Estado”, destacou Wendell.
Entre as reivindicações, de acordo com o dirigente regional do Sinpol, estão melhores condições de trabalho, como contratação de mais investigadores e reajuste salarial.
Wendel explica que há 6 anos são realizadas assembleias, período em que também foi tentado acordo com o Governo do Estado, mas sem sucesso. “O governador sempre pedia para deixar para seis meses, um ano; no outro ano era outra promessa e a gente não foi atendido”, conta.
O policial explica ainda que não é reivindicado aumento de salário, mas sim um reajuste correto e reposição do que era antes da mudança de governo. “Nós éramos o sexto salário do País. Nosso salário defasou de certa forma que hoje somos o 25º”, afirma.







