27/06/2018 17h14
Secretaria do Meio Ambiente diz que monitora os animais e que a causa dos atropelamentos não é a busca por alimentos, mas os deslocamentos naturais das capivaras
Redação
Na coluna Caldeirão do Bolsão publicada hoje no Perfil News, o jornalista Ricardo Ojeda testemunha que a estiagem tem afetado a quantidade de grama e capim da Lagoa e, com isso, as capivaras estariam com fome.
Em razão da repercussão do artigo a assessoria de comunicação enviou uma nota esclarecendo a situação dos animais da Lagoa e mostrando quando e de que forma a Prefeitura pode interferir no meio ambiente. Veja a nota abaixo, na íntegra:
“Devido ao período de estiagem marcado pela escassez de chuva, a cobertura vegetal da Lagoa e demais áreas verdes tendem a sofrer por falta de umidade, interferindo diretamente na qualidade e quantidade de vegetação disponível para alimento das capivaras que vivem no local.
A orla da lagoa é local onde elas desenvolvem suas atividades de descanso, banho, defecação e pastoreio, não tendo limites definidos para seu território. Portanto, não apenas nos períodos de seca, mas também em períodos chuvosos é possível observar a exploração destes animais em áreas próximas à lagoa. Contudo, tratam-se de animais silvestres, com hábitos e particularidades diferenciados capazes de se adaptarem a fatores naturais, como os períodos de escassez de alimento.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio realiza constante monitoramento destes animais e atualmente estuda meios que não incluam a oferta de alimentos às capivaras em estação seca, pois assim estaríamos aumentando a qualidade nutricional, contribuindo para o aumento da taxa de natalidade.
Ainda no monitoramento, de acordo com dados obtidos pelo SEMEA, foi constatado que nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, houve maior número de mortes de animais, período marcado por estação chuvosa, concluindo assim que a causa de acidentes não é a falta de alimento, e sim o deslocamento dos animais em qualquer época do ano.”





