19/07/2018 07h47
Em 22 anos, a Rumo Malha Oeste não investiu na linha, mas promete revitalização se contrato for renovado
Redação
A maioria dos deputados federais sul-mato-grossenses é contrária à prorrogação do prazo de concessão da linha férrea à Rumo Malha Oeste – que corta o Estado de Três Lagoas até Corumbá – sem que haja uma forma efetiva de cobrança das metas a serem estipuladas no novo contrato. O atual termo de compromisso tem 22 anos – termina em 2026 –, sem que a empresa responsável tenha feito investimentos para melhorar a malha.
Para viabilizar os investimentos necessários para recuperar os trilhos, o governo do Estado pediu, há 8 meses, que a União inclua o Projeto da Ferrovia TransAmericana no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Porém, até agora, o governo federal não se manifestou sobre este pleito nem colocou os 1.973 quilômetros de linha férrea no Plano Nacional de Logística (PNL), que define as diretrizes dos vários modais de transporte de carga até 2025.
Na avaliação do deputado federal Mandetta (DEM-MS), este descaso é “por causa do lobby dos portos do Atlântico, os EUA têm saída pelos dois lados – oceanos Atlântico e Pacífico e o Canal do Panamá, hoje com investimentos maciços dos chineses para navio de grande calado. Nós temos que sair no Pacífico, aí o governo vem com a proposta de fazer ferrovia pela selva Amazônica, pelo Peru. Estão nos isolando no quesito logística”. De acordo com o parlamentar, “Todos os governos conspiraram para abandonar a Noroeste do Brasil. Estou vendo apodrecer um dos patrimônios do Estado”.
(*) Correio do Estado







