28/07/2018 18h00
Além dos jacarés, as capivaras também devem ser remanejadas
Gisele Berto
Após medida cautelar impetrada pelo promotor de justiça e meio ambiente Antonio Carlos Garcia de Oliveira, de Três Lagoas, o IBAMA autorizou a retirada dos jacarés e também das capivaras da Lagoa Maior.
De acordo com Oliveira, a medida cautelar visa controlar a quantidade de animais no local. “Sempre há o perigo dos jacarés começarem a frequentar os espaços das pessoas, como a pista da saúde. É uma questão de segurança, mesmo”, afirmou o promotor em entrevista ao Perfil News.
Lembrando que os jacarés não são originários da cidade, Oliveira afirma que é necessário levá-los ao seu habitat. A respeito das capivaras, o representante do Ministério Público acredita que não seja necessário retirar todas da Lagoa. “É preciso retirar a maioria, sim, e precisa de um plano de manejo, com castração dos machos que ficarem, para que não haja a explosão demográfica dos animais”, afirmou.
Oliveira lembra que as capivaras foram vistas passeando pela cidade e teme que os animais causem acidentes e que também sejam caçados.
O prazo para retirada dos animais será dado pela juíza. De acordo com a analista ambiental do IBAMA Anna Christina Mendo a autorização deve sair em agosto.
“Os jacarés são considerados uma espécie sinantrópica (que se adaptou a viver junto ao homem), mas ele está interagindo com as pessoas e isso não é bom, nem para as pessoas e nem para os jacarés”, afirmou Anna Christina.
“Não acredito que a retirada dos animais tire a graça da Lagoa”, comentou Oliveira. “As lagoas existem desde o nascimento da cidade, e não existiam os jacarés lá. Eu lembro bem que quando eu tinha 10 anos de idade nós nadávamos na Lagoa, era um balneário e as pessoas aproveitavam as águas nos finais de semana. Hoje virou um mini-zoológico, com risco para quem anda e para quem deita na grama. Precisamos diminuir esse risco”, completou.






