08/06/2010 17h06 – Atualizado em 08/06/2010 17h06
A Coreia do Norte quebrou seu protocolo de segurança máxima e permitiu que Jong Tae-Se, o “Rooney Asiático”, concedesse uma entrevista coletiva nesta terça-feira (8). Na presença de vários jornalistas, o atacante afirmou que sua seleção pode realizar um “milagre” e vencer o Brasil, rival da primeira fase na Copa do Mundo, ao lado de Portugal e Costa do Marfim, pelo grupo G.
- O jogo será muito difícil para nós, mas acho que podemos bater o Brasil. Todos pensam que não podemos vencer esse jogo, mas nós temos corações bravos e espíritos fortes. Isso pode nos ajudar a fazer um milagre.
Jong, que joga no Kawasaki Frontale, do Japão, afirmou que não teme o grupo em que sua seleção caiu. Pelo contrário, ele mostrou entusiasmo por poder jogar ao lado de astros que antes ele só via pela televisão.
- Todos falam em grupo da morte e quando nós ouvimos sobre isso ficamos surpresos. Mas eu estou feliz com o grupo porque antigamente eu só podia ver jogadores como o Kaká pela televisão. Estou ansioso para jogar contra eles.
A entrevista foi realizada no Makhulong Stadium, onde a Coreia treina longe dos olhos da imprensa mundial, já que o acesso é restrito. Policiais de uma força de elite sul-africana fazem a proteção da delegação. Tudo por causa da conturbada situação política de isolamento que o país socialista enfrenta. Jong quer usar o Mundial para mostrar uma face mais humana de sua terra natal.
- A Coreia do Norte é um mistério e ninguém sabe sobre nós. Então, eu quero mudar a imagem da Coreia do Norte. Política e esporte são coisas diferentes, então nós queremos mudar nossa imagem.
O atacante terminou a entrevista lembrando o maior momento da glória do futebol norte-coreano, quando a equipe venceu a Itália no Mundial de 1966, protagonizando uma das maiores zebras da história do esporte.
- Eu cresci vendo vídeos da Copa de 1966, então eu espero repetir aquilo e ser uma surpresa para o mundo.
A Coreia do Norte fará seu jogo de estreia contra o Brasil, no dia 15, no Ellis Park, em Johannesburgo.






