Em um exemplo a ser seguido, quatro mulheres, Rosana Nunes, Irene Erminda dos Santos, Liana Arguello e Adriana Paula, residentes em Corguinho (MS), vizinhas de ranchos, socorreram nesta quinta-feira (18), um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), que havia sido atropelado nas proximidades da ponte do córrego Buriti, a cerca de 1,5 km da cidade.
Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 22h30 depois de movimentar a Polícia Militar daquela cidade e serem orientadas, as mulheres colocaram o animal no carro de uma delas e o levaram até o Posto da PMA, localizado na Cachoeira do Sossego, à margem do rio Aquidauana, em Rochedo.

Ao verificar o estado do animal, que possuía um corte de grande porte na parte dorsal e ferimentos nas patas, os policiais agradeceram o esforço das mulheres para salvar a vida do bicho e passaram o tamanduá-bandeira para a viatura, acionando o veterinário do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), na Capital e o encaminharam rapidamente para atendimento.

AGRADECIMENTO ÀS MULHERES E ORIENTAÇÃO À POPULAÇÃO EM CASOS DE ATROPELAMENTOS
Em nota, a Polícia Militar Ambiental agradeceu às senhoras Rosana Nunes, Irene Erminda dos Santos, Liana Arguello e Adriana Paula pela preocupação com a vida do animal, mas também com a vida dos usuários da rodovia, tendo em vista que o bicho na pista de rolamento poderia gerar outro acidente.
A PMA orienta às pessoas, que não existe crime ao atropelar um animal sem intenção. No caso, o procedimento correto é parar o veículo em local seguro e com segurança, verificar se o animal está morto. Se não estiver, efetue o socorro.
Se ele estiver morto e estiver na pista de rolamento, o retire com segurança para o acostamento, para evitar que outro usuário da rodovia possa vir a se acidentar.




