José Vezetiv foi encontrado com um tiro na cabeça e enrolado em um tapete; foram presos a esposa de João, a enteada da vítima e o marido dela, que confessou ser o autor do disparo
Policiais Civis do Setor de Investigações Gerais – SIG – de Três Lagoas prenderam hoje, 2, no bairro São João, três pessoas da mesma família que são suspeitos de homicídio doloso e ocultação de cadáver.
Segundo dados da polícia, às 5h50 do dia 5 de abril, no residencial Real Park, próximo ao Posto Real, às margens da BR262, foi encontrado o corpo de um indivíduo que estava envolto num tapete amarrado com fio de cobre, apresentando ferimento de disparo de arma de fogo na cabeça. Posteriormente a vítima foi identificada como João Vezetiv, de 50 anos.
Durante as diligências iniciais, os policiais suspeitaram de familiares da vítima, já que eles só registraram ocorrência após a descoberta do corpo, que foi encontrado a apenas 600m da residência da família. Na ocasião, os familiares sequer foram ao local para reconhecê-lo – apenas o fizeram após serem intimados para comparecerem à sede do SIG.
Interrogados, a esposa da vítima, a enteada da vítima e o marido dela negaram envolvimento no crime e disseram desconhecer a origem do tapete no qual a vítima foi encontrada envolta.
Por isso a justiça pediu a prisão temporária da esposa, da enteada da vítima e do esposo desta, bem como de busca e apreensão na residência. Durante o cumprimento dos mandados os investigados foram presos e encaminhados à sede do SIG.
Nesse momento, o genro da vítima, de 35 anos, confessou ser o autor do disparo que matou o padrasto de sua esposa, indicando que a arma utilizada, uma espingarda carabina, calibre 44, estaria guardada, a seu pedido, na casa de um amigo no bairro Paranapungá.
A polícia foi até o local e apreendeu a arma, municiada com 11 capsulas intactas, do mesmo calibre. Um homem de 61 anos, que guardava a arma, foi preso por Posse Ilegal de Arma de Fogo de Uso Permitido. O homem alegou que não sabia do envolvimento do amigo no assassinato.
A polícia apurou que a vítima bebia e usava e drogas. No momento em que foi atingido, João estava sentado numa cadeira e foi alvejado por trás, sem que pudesse se defender.
As mulheres negaram qualquer participação no crime e alegaram que não sabiam que o assassino confesso iria matar João. Elas também negaram que ajudaram a esconder o corpo.
A polícia continua a realizar diligências para esclarecer o caso e aguarda os resultados dos laudos periciais para conclusão das investigações.
Neste ano, oito pessoas foram assassinadas em Três Lagoas e todos os crimes foram esclarecidos.





