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quarta-feira, 18 de março de 2026

A esquerda latino-americana contra a liberdade de expressão

13/10/2009 07h46 – Atualizado em 13/10/2009 07h46

A presidente da Argentina, Cristina Kirtchner acaba de fazer com que o congresso daquele país aprove uma lei mudando as comunicações e no contexto dessa lei, ela fere mortalmente o direito de expressão, impondo novas regras que tolhem o trabalho das empresas de comunicações, TVs, jornais, rádios, internet, etc. Entre os absurdos aprovados está um ítem que concede o direito das emissoras de TVs particulares de transmitirem sua programação apenas para cerca de 30% do território nacional, cabendo apenas às emissoras estatais, o privilégio das trasmissões para todo o território argentino. Não resta dúvida de que o governo argentino age na contramão dos fatos, da história e sob a negativa e autêntica inspiração bolivariana desse projeto de ditador chamado Hugo Chávez Frias, que impõe ao povo da Venezuela limites terríveis às liberdades individuais, à expresssão e ao direito das liberdades de imprensa. Chávez faz escola, na mais perfeita consonância dos ditadores latino-americanos de triste memória.

E pensar que a maioria desses governos de inspiração esquerdista lutaram tanto durante os anos 70,80 pela volta da democracia nos mais variados países da América Latina, hoje fazem exatamente o contrário – pregam o silêncio, a mordaça aos órgãos de imprensa. Na Venezuela, Chávez já fechou dezenas e dezenas de emissoras de rádio,TVs e jornais, sempre sob a alegação de que estavam conspirando contra o governo. No Equador, o “boneco” chamado de presidente, um moleque irresponsável, Rafael Correa que brinca de governar, também quer impor duras restrições à atuação da imprensa. Na Bolívia, Evo Morales também se vê às voltas com dificeis condições de sua relação com os meios midiáticos. Cuba nem temos o que afirmar. Em matéria de violação aos direitos humanos, liberdade de expressão e de imprensa, não há o que se comentar. Uma ditaduta cinquentenária e sanguinária dos irmãos Castro que assola aquele pobre povo naquela ilha cuja história é semeada de espinhos.

Ao olharmos para nosso próprio umbigo, vemos no Brasil, a ação nefasta dessa familia Sarney que há quase 100 dias impõe por meio de uma decisão igualmente famigerada de um juiz, um autêntico serviçal, uma medida restristiva de liberdade de imprensa ao jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, proibido que está de escrever sobre as mazelas e atitudes ilícitas de um dos filhos de José Sarney. Há que se lamentar que por trás de tudo isso está a complacência, a concordância do governo petista de Lulla que no Brasil adota um disrcurso de falso democrata e lá fora apóia essas verdadeiras ditaduras brancas de Chávez, Fidel Castro, Kadafi e até esse facínora iraniano chamado Hammadinejad que será recebido brevemente no Brasil, um tirano cruel que ainda recentemente enforcou um jovem que havia matado um vizinho. Ganhou uma eleição fraudulenta e suspeita e aprisiona seus opositores. Para vergonha do povo brasileiro, Lulla receberá esse enviado de Satã.

É lamentável que as esquerdas latino-americanas estejam nessa contra-marcha da história, buscando silenciar a imprensa, ferindo e destruindo um dos pilares básicos de um país democrático, que é justamente o direito à informação, o direito de se expressar. Começamos por Cuba, passamos pela Venezuela, Equador, Bolívia e chegamos à Argentina onde a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa nestes países está seriamente ameaçada e isso cheira muito mal para nós brasileiros que temos um governo que simpatiza com estas iniciativas restritivas às liberdades individuais. Está aí o jornal tradicional e respeitado, com uma longa história em defesa da democracia e das liberdades, sendo alvo da pressão, da coação dessa família que envergonha Brasil, esses sarney’s que há anos assolam a Capitania do Maranhão e não vemos uma voz do centro do poder em Brasília condenar este gesto. Esse PT que está instalado no governo não é mais aquele que nos anos 80,90, lutava pela democratização e liberdades individuais. Esse PT é hoje ameaça a essas liberdades e representa um grande perigo à democracia brasileira. Temos que ficar vigilantes, pois o preço da liberdade é a eterna vigilância. Se essa moda hoje praticada por nossos vizinhos chega aqui…

  • Iranilson Alves da Silva é jornalista e acadêmico de Direito

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