26/01/2009 07h54 – Atualizado em 26/01/2009 07h54
Waldir Guerra *
Em tempos que se discute a questão da criação de cotas para negros e índios em faculdades e em empregos públicos, as mulheres, que já foram incluídas como fazendo parte do grupo das minorias, a cada dia que passa, mais vão conquistando posições importantes em todos os postos.
Quase já não há mais profissões onde a presença feminina não seja aceita. Até mesmo nas Forças Armadas – coisa inimaginável alguns anos atrás – hoje as mulheres são parte importante do Exército, Marinha e Aeronáutica. E, além do mais, elas tem uma carreira oficializada em todas as Armas.
Na política, apesar das brasileiras mostrarem pouca apetência por ela, aqui na América Latina já temos duas presidentes (Chile e Argentina) exercendo o cargo mais importante de seus países, a presidência. É a força feminina que vem ganhando importância e também conquistando espaços.
A primeira mulher a se formar médica no Brasil no século passado foi considerada uma verdadeira heroína. Foi um fato histórico. Feito que lhe rendeu muitas homenagens por décadas a fio. Hoje, são poucos os hospitais, com exceções apenas aos pequenos hospitais do interior brasileiro que não tem um bom número de médicas no seu quadro clínico.
Para melhor exemplificar o atual momento das conquistas femininas, especialmente na área médica cito um fato: recebi um convite, até mais do que isso, uma quase intimação. Foi assim que entendi a chamada do sobrinho Guilherme para que comparecesse na solenidade de formatura dos futuros médicos, formandos da Turma 2008 da Faculdade Evangélica do Paraná, da qual sua noiva, Gyanna, faria parte.
O Teatro Guaíra de Curitiba, com seu imenso e imponente auditório foi pequeno para abrigar parentes, convidados e amigos dos formandos. Eram sessenta e três os futuros médicos a receber seus diplomas e desde o inicio da solenidade o que mais chamava a atenção era o grande número de jovens mulheres que seguramente formavam a maioria dos formandos.
E elas não ficaram apenas na questão do maior número. Quando o Reitor chamou os dois alunos com o melhor desempenho durante todo o Curso de Medicina, foram duas alunas que receberam os prêmios de segundo e primeiro lugar. Não bastasse isso, no momento dos discursos, quem representou os formandos foi uma oradora – uma bela moça que com toda graça feminina deu o melhor recado à platéia. Foi aplaudida de pé.
A força feminina representada naquela formatura serve para mostrar bem o constante avanço que as mulheres impõem – infelizmente apenas no mundo ocidental – a sua vontade de, em igualdade de condições com os homens, formar a natureza humana.
Ainda falta muito para elas alcançarem a tão sonhada igualdade de direitos com os homens, mesmo aqui. Mas uma das grandes revoluções que está acontecendo no mundo atual é essa, a luta das mulheres para conquistar seu justo espaço no gênero humano.
Décadas, talvez séculos sejam necessários para que no mundo inteiro as mulheres alcancem esse direito. Diferentemente do mundo ocidental, onde a mídia reforça a sua luta, no mundo oriental as mulheres passarão a contar com a Internet – arma poderosa na comunicação moderna – para ajudá-las na sua luta para se verem livres da opressão de que são vítimas. E lá, como aqui, com certeza elas acabarão se impondo.
- Cidadão douradense; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.



