O prefeito eleito precisa ter um olhar humano para o trânsito durante sua gestão de 2025. Segundo informações obtidas pelo Perfil News, o assunto aguarda a conclusão da obra do terminal rodoviário para ser solucionado
Três Lagoas cresceu nas últimas décadas. Com a chegada das fábricas de celulose de várias empresas de outros segmentos, milhares de novos moradores se instalaram na cidade. Com as gigantes do setor o desenvolvimento veio, mas também acabou aumentando o fluxo de veículos no município e infelizmente ocasionando acidentes e mortes no trânsito.

A Prefeitura tem realizado ações para tentar diminuir o número de graves acidentes. Radares e novas sinalizações foram instalados em várias ruas e avenidas da cidade e um decreto municipal de 2011 voltou a ser debatido. O documento assinado pela então prefeita Márcia Moura, proíbe que caminhões transitem em determinadas vias volta ao debate.

A intenção é diminuir o fluxo de veículos nas ruas e sucessivamente evitar acidentes de trânsito. Há muitos anos Três Lagoas deixou de ser um município do interior e hoje em dia segue o ritmo de cidade grande e o Poder Público tem a necessidade de ter um olhar voltado para a população que está sofrente com o trânsito caótico em determinados pontos.
O documento proíbe o trânsito de caminhões de carga acima de 12 toneladas no quadrilátero entre Filinto Muller, Rosário Congro, Duque de Caxias e José Hamilcar Congro Bastos. Nas avenidas Filinto Muller e Clodoaldo Garcia, por serem vias que liga duas rodovias, (BR’s 158 e 262), é permitido esse trânsito.
CARGA E DESCARGA
Além disso, o decreto também proíbe de carga e descarga no quadrilátero entre João Silva, Rosário Congro, Eloy Chaves e Alfredo Justino.

Muitos condutores acabam ‘entrando’ em Três Lagoas pelos comandos do GPS. Por exemplo, quem vem de Selvíria, Inocência, com destino a Campo Grande pela BR-158, eles ‘cortam caminho’ pela Filinto Muller, segue pela Clodoaldo Garcia para seguir caminho pela BR-262, mas poderiam seguir caminho pela 158 até o trevo da antiga Mabel e de lá seguir pela BR-262.
O decreto começou a ser debatido após o alto número de acidades com mortes registrados em Três Lagoas. Na última semana, uma idosa morreu ao ser atropelada por um caminhão. A vítima estava em uma bicicleta quando foi atingida pelo veículo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo um dia após o acidente.
O prefeito eleito precisa ter um olhar humano para o trânsito durante sua gestão de 2025. Segundo informações obtidas pelo Perfil News, o assunto aguarda a conclusão da obra do terminal rodoviário para ser solucionado. Até lá, vamos seguir aguentando o grande fluxo de veículos pesados pelas ruas de Três Lagoas.
CONTORNO RODOVIÁRIO
A obra do contorno do anel viário de Três Lagoas deve ficar pronta no segundo semestre de 2025. A construção é esperada há mais de uma década. O Dnit está investindo no anel viário R$ 200,8 milhões, recursos estes que estão garantidos no caixa do órgão. O trecho inicia no KM-261 da Br-158/MS, intercepta a BR-262/MS (sentido Campo Grande) e a BR-158/ MS, próximo à ponte do Rio Paraná, em direção ao Estado de São Paulo.
A estimativa é que após concluída, pelo menos 14 mil veículos transitem pelo trecho da obra, evitando passar por dentro da cidade de Três Lagoas, a qual após grande desenvolvimento, tem um enorme fluxo de veículos. Desta forma, a obra deve desafogar o trânsito no município.
Cerca de 25 mil veículos trafegam pelas BRs 158 e 262 em direção ao perímetro urbano de Três Lagoas. Se referir as duas rodovias, foi estimada uma média de 12 a 14 mil veículos diários, sendo a grande maioria de trânsito pesado.
Três Lagoas é um importante polo industrial, principalmente de celulose. A construção do contorno deve, nesse sentido, reduzir o tempo das viagens e ampliar a segurança dos usuários.




