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quinta-feira, 19 de março de 2026

Torcicolo: quem nunca teve?

16/05/2008 08h43 – Atualizado em 16/05/2008 08h43

Laís Bittencourt de Moraes*

A coluna cervical, situada na região do pescoço, é formada por sete vértebras e por várias outras estruturas, como fortes grupos musculares que, além de mantê-las corretamente posicionadas, atuam na movimentação do pescoço e da cabeça.

O torcicolo é um distúrbio que ocorre na região do pescoço e que gera um enrijecimento desse local, de modo a dificultar e limitar os movimentos cervicais, principalmente devido à dor.

Esse quadro é mais freqüente em indivíduos que tenham entre trinta e sessenta anos de idade e acomete mais as pessoas do sexo feminino. As causas do torcicolo ainda não são conhecidas com exatidão; sabe-se, contudo, que ele pode ocorrer depois de um traumatismo na região do pescoço ou no restante da coluna. Não raro, esse problema pode surgir sem causa aparente evidente, como, por exemplo, após uma noite mal dormida ou uma exposição da coluna cervical ao frio por período prolongado.

Existem três formas conhecidas de torcicolo. O torcicolo congênito, que acontece quando o bebê já nasce com esse problema. O torcicolo espasmódico, que aparece devido a espasmos neuromusculares que desviam temporariamente a cabeça para um lado. E, por fim, o mais comum, o torcicolo por contratura muscular, que pode decorrer de má postura, movimentos bruscos, tensão no pescoço e até por problemas visuais.

Normalmente, o torcicolo está associado a contraturas musculares e habitualmente por um músculo chamado esternocleidomastoideu. Essa musculatura é ligada a um osso situado na parte anterior do tórax, chamado esterno, até a clavícula, osso localizado próximo à parte anterior do pescoço e também ao processo mastóide que está na região lateral da nuca.

O diagnóstico do torcicolo pode ser realizado por meio de exames visuais, físicos, e pelas queixas do paciente. Além disso, a radiografia, a ressonância magnética e a tomografia computadorizada podem ajudar na diagnose e a detectar lesões e tensões musculares no pescoço.

O tratamento requer repouso relativo e costuma conduzir a melhoras rápidas. Podem ser prescritos medicamentos para aliviar a dor, para reduzir o espasmo muscular e dependendo da situação até medicamentos para ansiedade e para a depressão podem ser indicados. Nos casos mais graves, todavia, procedimentos cirúrgicos podem ser necessários.

O tratamento fisioterapêutico pode ajudar com diversas técnicas como a acupuntura, a aplicação de calor local, a eletroterapia (aparelhos que auxiliam a combater a dor, o desconforto e a inflamação), com exercícios terapêuticos de alongamento muscular e com manobras de trações cervicais, além da massoterapia responsável (leia-se, aquela realizada por profissional com habilitação técnica).

Informe-se e cuide-se.

*Laís Bittencourt de Moraes – FISIOTERAPEUTA. CREFITO-9/847-F. Pós- graduada em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Reumatológica (UNOESTE-SP). Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNIGRAN-MS). Formada em Aurículo-acupuntura. Formada no método Pilates. Pós-graduanda em Acupuntura (ABA-Associação Brasileira de Acupuntura). – [email protected]

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