10/05/2008 11h11 – Atualizado em 10/05/2008 11h11
- Anecy de Fátima Faustino Almeida
A mulher é valorizada desde criança pelo que se doa, apóia, cuida e nutre nas pessoas transformando-se num grande reservatório de recursos afetivos, físicos, intelectuais, materiais e emocionais para que os outros possam aurir nele suas forças.
Ocorre que estes recursos são limitados e muitas vezes mesmo que eles não existam na realidade, a mulher/mãe os providencia, os financia.
Não é ruim ser generoso, mas não é saudável ser generoso só e exclusivamente para com os outros.
A generosidade heterodirecionada vai atrair e provocar relacionamentos com pessoas egoístas que dá origem ao encaixe neurótico do generoso com o egoísta.
Adaptando a afirmação do mestre Içam Tiba, onde tem uma mãe exausta tem uma multidão de folgados escorados. Estes folgados podem ser parceiros, filhos, colegas de trabalho, vizinhos, entre outros.
A mulher muitas vezes materna faz papel de mãe dos outros para obter deles amor, respeito, reconhecimento, generosidade, compaixão, mas não aprendeu a ter por si mesma , nunca se priorizando, se cuidando, mas o que recebe é exatamente o oposto. Os outros dispensam à mulher/mãe o mesmo tratamento que ela dispensa para si mesma.
Peguem a sugestão mulheres/mães: aprendam a usufruir desta mãe dedicada, amorosa, nutridora, esteio emocional, batalhadora, guerreira que existe em você. Enfim aprenda a ser mãe e si mesma.
- Anecy de Fátima Faustino Almeida é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas

