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F-1: Raikkonen vence GP da Malásia e Hamilton lidera Mundial

23/03/2008 13h39 – Atualizado em 23/03/2008 13h39

Estadão

A Ferrari mostrou neste domingo que o Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1 é uma pista favorável aos seus carros, mesmo que pela metade. O campeão mundial Kimi Raikkonen venceu a prova, sua primeira na temporada, com tranqüilidade e boa vantagem sobre o segundo colocado, o polonês Robert Kubica, da BMW-Sauber, tendo Heikki Kovalainen, da McLaren, em terceiro. Lewis Hamilton, que foi o quinto, é o líder do Mundial.

Uma vitória que dá mais emoção ao campeonato, pelo insucesso de outros favoritos – e é aí que entra o lado triste da equipe italiana -, como Felipe Massa, que abandonou. A classificação do Mundial de pilotos está embolada, com Hamilton tendo 14 pontos, mais Nick Heidfeld e Raikkonen com 11 pontos, dividindo o segundo lugar.

Os outros brasileiros fizeram uma corrida regular e não pontuaram: Nelsinho Piquet, da Renault, foi 11.º, e Rubens Barrichello, 13.º. O piloto da Honda teve de pagar uma parada de 10 segundos nos boxes por excesso de velocidade numa parada.

A próxima corrida será no dia 6 de abril, o GP do Bahrein, em Sakir, com largada às 8h30 (de Brasília).

CRISE

O abandono na Malásia ficou ruim para Felipe Massa. Ele largou na pole, manteve a ponta após uma rápida briga com Raikkonen na largada, resolvida na primeira curva com o finlandês recuando para não bater, e a manteve até a parada nos boxes, na volta 17. Com uma pequena vantagem e tranqüilo.

A situação mudou quando ele perdeu a posição para o campeão do mundo duas voltas depois. O finlandês fez um pit stop 6 décimos de segundo mais rápido e o passou justamente na saída dos boxes, por metros. Depois, Massa fez bons tempos, acompanhou o ritmo, mas, num erro na 30.ª volta – ao fazer a curva para a direita, a Ferrari saiu de traseira e atolou na areia do outro lado da pista, na curva oito.

A decepção era visível. “Não sei o que aconteceu. Tive uma sensação estranha”, disse, à televisão. A pressão e as especulações sobre a permanência do brasileiro na equipe italiana devem aumentar nos próximos dias, pois ainda não pontuou.

ERROS

As previsões foram frustradas sobre a chuva e os acidentes. Ela não caiu durante a corrida, apesar do forte calor (média de 40ºC) e da alta humidade (média de 70%). Logo na largada, a dupla da BMW-Sauber Nick Heidfeld e Robert Kubica se tocou, com prejuízo do alemão, que caiu de quinto para décimo.

Ainda antes Timo Glock, da Toyota, novamente chamou a atenção por sua saída de pista. Ele e Nico Rosberg, da Williams, também se tocaram, com Glock abandonando a prova. Já Rosberg, após trocar a asa dianteira do carro, voltou em último lugar e de lá teve muito trabalho para sair.

Outro que abandonou foi o francês Sebastien Bourdais, da Toro Rosso, que saiu da pista. Mais adiante, foi a vez de Adrian Sutil, da Force India, na sexta volta, abandonar a corrida. Curiosamente, Mark Webber, da Red Bull, perdeu a lanterna traseira, obrigatória em caso de chuva, ao parar nos boxes para o abastecimento. Deu sorte, pois poderia ser eliminado.

O motor Ferrari da Toro Rosso mais uma vez deu problemas. Sebastian Vettel teve de abandonar na volta 41 porque o equipamento quebrou de novo.

EMOÇÕES

O fato de não ter sido registrado nenhum acidente não significa que não aconteceram disputas de posição. Pelo contrário. O momento mais emocionante foi na quarta volta, quando David Coulthard foi ultrapassado por Nick Heidfeld e Fernando Alonso, na briga pela oitava posição – que ficou com o alemão. O espanhol e o escocês alinharam pneus na reta e o piloto da Renault chegou a tocá-las.

Para Lewis Hamilton, a corrida foi de recuperação. A perda de posições imposta pelos comissários na largada (saiu em nono lugar por ter atrapalhado as BMW-Sauber) fez com que ele largasse com tudo. Chegou ainda na primeira volta à quinta posição, mas caiu bastante na primeira parada nos boxes, pelo fato de que, na troca do pneu dianteiro direito, a calota caiu e ficou 19s9 estacionado. Por sorte e competência, conseguiu pontuar e lidera o campeonato. 

FÓRMULA 1 – 2008 – GP DA MALÁSIA

Classificação final após 58 voltas:

 1.º – Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1h31m18s555

 2.º – Robert Kubica (POL/BMW-Sauber), a 19s570

 3.º – Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 38s450

 4.º – Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 45s832

 5.º – Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 46s548

 6.º – Nick Heidfeld (ALE/BMW-Sauber), a 49s833

 7.º – Mark Webber (AUS/Red Bull), a 1min08s130

 8.º – Fernando Alonso (ESP/Renault), a 1min10s041

 9.º – David Coulthard (ESC/Red Bull), a 1min16s220

 10.º – Jenson Button (ING/Honda), a 1min26s214

 11.º – Nelsinho Piquet (BRA/Renault), a 1min32s202

 12.º – Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), a 1 volta

 13.º – Rubens Barrichello (BRA/Honda), a 1 volta

 14.º – Nico Rosberg (ALE/Williams), a 1 volta

 15.º – Anthony Davidson (ING/Super Aguri) a 1 volta

 16.º – Takuma Sato (JAP/Super Aguri), a 2 voltas

 17.º – Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 2 voltas

 Não completaram a prova:

 Timo Glock (ALE/Toyota), volta 1

 Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), volta 1

 Adrian Sutil (ALE/Force India), volta 6

 Felipe Massa (BRA/Ferrari), volta 30

 Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), volta 41

Volta mais rápida: Nick Heidfeld, 1min35s366, na 55.ª

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