Projeto prioritário da Petrobras avança com licitação em blocos para concluir a UFN3, paralisada há uma década e com 80% das obras executadas, reacendendo expectativas do setor empresarial em Três Lagoas
A entrega final da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3), fábrica de Ureia e Amônia localizada no município de Três Lagoas – MS, cuja construção iniciou-se em setembro de 2011.
Com a paralização da obra em 01 de janeiro de 2015 com o status de 80% da estrutura concluída, hoje é tratada com prioridade pela diretoria da Petrobrás.
CERTAME LICITATÓRIO
Empresas de Engenharia e Construções do ramo já estão participando do processo licitatório, dividido em blocos.
Para garantir a conclusão, o restante do empreendimento será ‘fatiado’ em etapas. O Perfil News conversou com um engenheiro que, gentilmente, disponibilizou as informações e a formação desses blocos, contendo as razões sociais das empresas que estão disputando o certame, bem como os valor das propostas, já entregues a Petrobras.
EMPRESAS

Na categoria Cafor, a Nova Engevix e Projetos S.A. apresentou a proposta de R$ 546.944.591,01.
No bloco que consta amônia e estocagem de amônia, aparecem três (03) empresas, sendo primeiro lugar: Monto Industrial Ltda – Grupo Monto, com a proposta de R$1.099.115.738,20. Na segunda posição vem a: Construcap CCP Engenharia e Comércio S.A com R$ 1.150.952.888,80. Na terceira posição aparece a: Nova Engevix e Projetos S.A, com a proposta de R$ 1.599.948.224,50.
No bloco de ureia e granulação, aparecem três (03) empresas, sendo primeiro lugar: Construcap CCPS Engenharia e Comércio S.A com a proposta de R$706.711.986,20. Na segunda posição vem a CONEGE-SC CONSTRUÇÕES E ENGENHARIA S/A com a proposta de R$ 1.245.720.113,30. Na terceira posição aparece a NOVA ENGEVIX E PROJETOS S.A. com a proposta de R$ 644.957.406,02.

No bloco de ARMAZÉM, aparecem três (03) empresas, sendo primeiro lugar, Coesa Construção e Montagens S.A – R$ 548.652.731,50. Na segunda posição vem a:
Engenko Engenharia e Construção Ltda. com a proposta de apresentando a R$ 598.731.079,72. Na terceira posição aparece a Conege – sc Construções e Engenharia S/A R$ 599.604.146,75.
No bloco de transportadores de correia, aparecem três (03) empresas, sendo primeiro lugar: Nova Engevix e Projetos S.A. com a proposta de R$ 663.534.704,11. Na segunda posição vem a Coesa Construção e Montagens S. A com a proposta de R$ 784.534.278,24. Na terceira posição aparece a Mendes Júnior Trading e Engenharia SA. com a proposta de R$ 839.325.265,43.
ANÁLISES
Conforme o engenheiro, as empresas estão sendo analisadas neste mês de janeiro para saber a exequibilidade das propostas em licitação. O termo refere-se à capacidade de cumprir as condições e requisitos estabelecidos no edital. Propostas que não atendem a esses critérios podem ser consideradas inexequíveis, o que implica que não poderão ser aceitas ou contratadas. A desclassificação de propostas inexequíveis é uma medida adotada para garantir que apenas propostas que podem ser executadas de forma adequada e que não causarão prejuízos à Administração Pública sejam consideradas para a contratação.
HISTÓRICO
Em novembro de 2014, Três Lagoas vivia tempos sombrios, com a forte probabilidade em haver a paralisação das obras da UFN3, – que de fato aconteceu, devido a dívida de R$ 36 milhões, na época, com empresários locais. Mais de 10 anos depois, a Petrobras anunciou a retomada das obras paradas com 80% da indústria pronta e anima empresários novamente.

Segundo a fonte do Perfil News, era grande a suspeita e preocupação de que o estado de conservação dos grandes equipamentos e sistemas mais complexos estivessem em alto grau de deterioração, porém segundo ele, em contado com equipes que estiveram no site, recentemente, para execução da visita técnica e dos levantamentos de campo, constatou-se que a Petrobras manteve a manutenção e os devidos cuidados com os equipamentos acima citados. Dessa forma a retomada será tranquila, salvo os barracões de madeira que deverão passar por grandes reformas.
Os últimos 10 anos foram de desafios para a população de Três Lagoas; apesar dos investimentos privados e da consolidação da cadeia da celulose, muitos amargaram dívidas milionárias deixadas pela fábrica de fertilizantes. Atualizados, os valores chegariam em torno de R$ 150 milhões em 2024.


