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quinta-feira, 19 de março de 2026

Luxação Articular:O que é isso e como proceder quando ela acontece

01/12/2007 07h50 – Atualizado em 01/12/2007 07h50

Laís Bittencourt de Moraes* A luxação articular, popularmente conhecida como “deslocamento de ossos”, ocorre quando as extremidades de superfícies articulares são separadas de modo a perderem o seu correto alinhamento anatômico. Para acontecer uma luxação é necessária a desarticulação de pelo menos dois ossos. A luxação pode ocorrer de duas formas: a traumática e a não traumática. O primeiro caso é mais comum e ocorre, normalmente, devido a uma lesão violenta, decorrente de pancadas e torções. Já na segunda hipótese, como o próprio nome indica, as luxações podem surgir mesmo sem traumas, como acontece nas situações de má formação congênita das estruturas ósseas, nos desgastes articulares, nas hipermobilidades de membros e nas fraquezas das musculaturas situadas ao redor da articulação. É normal em uma luxação o paciente queixar-se de dores fortes, apresentar deformidades anatômicas no contorno da articulação acometida e perder a capacidade de movimentar o membro afetado. Embora várias articulações possam apresentar esse problema, as regiões atingidas com maior freqüência são as dos ombros, dos cotovelos e do quadril. A luxação é um caso de urgência médica. Isso significa que na sua ocorrência é necessário que a pessoa acometida procure auxilio hospitalar imediato e evite tentar colocar a articulação no lugar por conta própria, ou com o auxílio de pessoas não habilitadas, tudo para evitar a ocorrência de maiores danos e o surgimento de possíveis seqüelas. Quando ocorre uma luxação, podem ser comprometidas as estruturas articulares e os tecidos circunvizinhos, como é o caso dos músculos, dos tendões, das cartilagens e das bainhas sinoviais. Tais conseqüências originam-se, principalmente, devido a estiramentos, torções e rupturas desses tecidos. O diagnóstico da luxação normalmente é realizado por meio de exame clínico, pelas narrativas do paciente e por exames radiológicos. Nos casos de maior gravidade, podem ser necessários, também, exames complementares para verificar a existência de outras possíveis lesões desencadeadas pela luxação. O tratamento pode ser feito de diversas maneiras, a depender das circunstâncias de cada situação concreta. Em geral, é realizado mediante terapias medicamentosas, imobilizações temporárias e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas. Além disso, o tratamento fisioterapêutico pode ser muito necessário para melhorar o quadro clínico. Ao Fisioterapeuta incumbe a eleição e o emprego de diversas condutas, dentre as quais merecem especial relevo a utilização da eletroterapia e da crioterapia (para controle da dor, do edema e das inflamações). Bem assim, costumam ser necessárias prescrições de exercícios terapêuticos de fortalecimento muscular da região implicada, seja para melhorar a estabilidade articular, seja com o objetivo de evitar (ou minimizar) a ocorrência de seqüelas. De todo modo, é indispensável que o paciente siga corretamente o tratamento prescrito para evitar complicações supervenientes, como as chamadas “luxações reicindivantes”. É que quando os cuidados necessários para a recuperação de uma primeira luxação não são devidamente observados, a articulação atingida tende a tornar-se instável, o que pode ensejar o aparecimento de novas luxações, até mesmo sem traumas, ocasionadas, inclusive, por pequenos esforços cotidianos. *Fisioterapeuta. Crefito9/80247-F. Pós-graduada em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Reumatológica (UNOESTE-SP). Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNIGRAN-MS). Formada em Aurículo e crânio-acupuntura. Formada no método Pilates. Pós-graduanda em Acupuntura (ABA-Associação Brasileira de Acupuntura).

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