Vereadores Fernando Jurado e Daniel da Farmácia já realizaram reuniões com as empresas de telefonia e internet para problema ser solucionado
Três Lagoas vive um problema crescente e perigoso que vai muito além da poluição visual: a falta de manutenção da fiação de internet e fibra óptica espalhada pelos postes da cidade tem colocado a vida de pedestres e motociclistas em risco real.

Cabos soltos, pendurados ou caídos sobre vias públicas já provocaram acidentes graves e seguem sem solução efetiva, apesar de promessas e reuniões com autoridades.
Empresas provedoras de internet utilizam os postes para distribuir fibra óptica até as residências, porém, a manutenção dessa fiação não tem sido realizada de forma adequada.
Em vários pontos da cidade, fios ficam baixos, soltos ou caídos, transformando ruas e avenidas em verdadeiras armadilhas para quem trafega, especialmente motociclistas.
Acidentes graves já foram registrados

Casos de acidentes envolvendo fiação solta não são novos em Três Lagoas. Há registros de motociclistas que quase perderam a vida ao serem atingidos no pescoço por cabos pendurados, sofrendo quedas violentas e sendo encaminhados ao hospital com ferimentos graves.
Na terça-feira dessa semana, dois novos episódios reforçaram a gravidade da situação. Durante a tarde, fios ficaram espalhados pela Avenida Filinto Müller, após um caminhão ter enroscado a carga na fiação. Já à noite, outro acidente foi registrado no bairro Jardim Glória, envolvendo uma jovem motociclista.
Motociclista fica ferida após fios soltos na via
Segundo relato da leitora do Perfil News, Laís Fersoza, na noite de quarta-feira (4), por volta das 21h30, uma motociclista ficou ferida após um acidente causado por fios soltos no cruzamento da Rua Benedito Soares da Mota com a Rua Otávio Sigesfredo Roriz.
A vítima contou que retornava da academia quando passou pelo local sem perceber a fiação caída. Ao atravessar a rua, os fios se enroscaram na motocicleta, nas pernas e no pescoço, provocando sua queda. Populares que estavam próximos ainda tentaram alertá-la, mas o acidente já havia ocorrido.

Testemunhas relataram que um caminhão havia passado minutos antes, puxando e derrubando grande parte da fiação, e que o motorista deixou o local sem prestar socorro.
A motociclista foi encaminhada ao hospital com dores no pescoço, braço, joelho e perna esquerda. Apesar do susto, ela não sofreu lesões graves. No entanto, a motocicleta, que é nova, teve danos significativos, gerando prejuízo financeiro. O caso será encaminhado à Justiça para que os responsáveis sejam responsabilizados, principalmente pelos prejuízos da vítima.
Caminhões com carga alta agravam o problema
Outro fator que tem contribuído para o aumento dos acidentes é a circulação de caminhões com carga acima da altura permitida. Esses veículos acabam enroscando na fiação, arrancando cabos e espalhando fios pelas vias públicas.
Somente nesta semana, dois casos foram registrados em que caminhões passaram com carga irregular, puxaram a fiação e seguiram viagem, deixando o risco e o prejuízo para trás.
Fiscalização falha e descumprimento da lei
Há legislação municipal que proíbe o tráfego de caminhões pesados e com carga alta no centro da cidade. No entanto, a falta de fiscalização por parte dos agentes municipais de trânsito permite que esses veículos continuem circulando livremente, agravando ainda mais o problema da fiação solta.
Promessas feitas, soluções não executadas
Vereadores como Fernando Jurado e Daniel da Farmácia já realizaram reuniões com representantes das empresas de telefonia e internet. Na ocasião, as empresas prometeram equacionar os problemas e regularizar a situação da fiação.
Algumas ações paliativas chegaram a ser realizadas no centro da cidade, com registros fotográficos por poucos dias. Contudo, os serviços não tiveram continuidade, e o problema persiste em toda a cidade.
Responsabilidade compartilhada e silêncio da concessionária
A responsabilidade pelos postes é da concessionária de energia elétrica, enquanto as empresas de internet são responsáveis pelos cabos instalados.
Em uma das tentativas de solução, houve desligamento de cabos para correção, mas as empresas pediram um prazo de três meses para regularização. O prazo venceu e nenhuma medida efetiva foi adotada.
Até o momento, a concessionária de energia não se manifestou oficialmente sobre o assunto.


