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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Árbitro é preso por suspeita de estuprar ex-esposa, enteados e sobrinha em MS

Vítima acionou a Guarda Municipal após homem ir até sua casa ameaçá-la de morte e contou sobre abusos

Árbitro de 55 anos foi preso por suspeita de estuprar a ex-esposa, dois enteados e uma sobrinha, em Campo Grande. O caso foi denunciado pela mulher de 42 anos na última terça-feira (10). Ela procurou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) onde registrou o boletim de ocorrência.

De acordo com o boletim de ocorrência, naquele dia por volta das 6h, o homem foi até a frente da casa da vítima, no Bairro Caiçara, e passou a proferir ameaças de morte em voz alta, afirmando que invadiria o imóvel “para matar todo mundo”, além de utilizar palavras de baixo calão contra a ex-companheira.

A ocorrência foi inicialmente atendida pela GCM (Guarda Civil Metropolitana), que encaminhou as partes à Deam para as providências legais. Segundo o registro, a vítima informou que já havia feito boletim de ocorrência anterior por ameaça no âmbito de violência doméstica.

Durante o atendimento na delegacia, a mulher relatou ainda ter sido vítima de estupro pelo ex-companheiro. A filha dela, de 21 anos, contou que também sofreu abusos desde o início do relacionamento da mãe com o suspeito, quando ainda era menor de idade. Já a sobrinha da vítima afirmou ter sido vítima de violência sexual por cerca de um ano.

Após tomar conhecimento das denúncias envolvendo a filha e a sobrinha, a mulher questionou o filho mais novo, de 6 anos, que também teria confirmado e descrito episódios de abuso.

O caso, então, foi registrado como crime de ameaça, injúria, estupro, estupro de vulnerável e estupro com resultado de lesão corporal de natureza grave ou contra menor de 18 anos, todos no contexto de violência doméstica.

Conforme o registro, o árbitro se apresentou como portador de TEA (Transtorno do Espectro Autista) e, inicialmente, foi conduzido sem o uso de algemas. No entanto, ao chegar à unidade policial, foi necessário o uso do equipamento por questões de segurança.

A vítima solicitou medidas protetivas de urgência e manifestou o desejo de ver o autor processado criminalmente. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.

Fonte: Campo Grande News (por Ana Paula Chuva)

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