A Ibá cumpriu dois dias de agenda estratégica de engajamento com o Governo Federal. No primeiro dia, quarta-feira (18), o foco foi posicionar o setor no desenho regulatório do SBCE e avançar em instrumentos de financiamento que viabilizem escala. Os representantes da Ibá estiveram acompanhados pelas empresas de restauração e silvicultura de nativas.
Pela manhã, a associação recebeu em seu escritório de Brasília representantes do ministério da Fazenda, MMA e MRE, oportunidade para apresentar o potencial, os principais gargalos e as oportunidades do setor. Foram enfatizados o Artigo 6 do Acordo de Paris, perspectivas que se abrem com ITMOs, definições de metodologias elegíveis e tratamento tributário, com avanço no diálogo sobre a inserção da restauração no mercado regulado de carbono.
À tarde, no Departamento de Florestas do MMA, foi apresentada proposta de instrumentos de estímulo econômico via Sudam e Sudene, a qual foi bem recebida, indicando espaço concreto para avanços nessa área. A medida é considerada estratégica para ampliar a atratividade econômica desses projetos, viabilizando a expansão da restauração em larga escala no país. O encontro contou com a participação de Thiago Belote, diretor de Florestas do MMA, e de Matheus dos Santos Santana, analista, além de representantes de empresas e organizações atuantes na agenda climática.
Por fim, ao Tesouro Nacional, foi apresentada proposta de mecanismo de hedge cambial no âmbito do Programa EcoInvest, medida-chave para mitigação de risco e atração de capital internacional. A agenda reforça o alinhamento institucional do setor e abre uma janela relevante de oportunidade para consolidar e escalar as atividades de restauração e silvicultura de nativas.
No segundo dia, a Ibá realizou novamente em seu escritório reunião com o subsecretário Thiago Barral e representantes do MDIC e da SEMC (Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono) do Ministério da Fazenda, para aprofundar o diálogo sobre o sistema de mensuração, relato e verificação (MRV) no segmento de celulose e papel, como parte do exercício de regulamentação do mercado de carbono nacional (SBCE).
A reunião contou com ampla participação das empresas associadas de forma remota, além da Klabin, Suzano e Sylvamo, que estiveram presentes. O setor descreveu em detalhe os processos produtivos e as emissões associadas, além de contribuições para a definição de conceitos-chave como atividade, fonte, instalação e operador. A SEMC manifestou interesse em aprofundar o entendimento sobre os inventários de emissões e remoções do setor, incluindo a possibilidade de eventual visita técnica a uma de nossas unidades industriais, com o objetivo de conhecer a operação na prática.
A Ibá segue atuando de forma propositiva e coordenada para assegurar um desenho regulatório aderente às especificidades do setor. Ao longo dos dois dias, a entidade foi representada pelo embaixador José Carlos da Fonseca Jr., Adriano Scarpa, Maurício Cazati Jr., Ana Kanoppa e Márcia Silva.






