Eventos em Chapadão do Sul e Ribas do Rio Pardo evidenciam vocações distintas que impulsionam o desenvolvimento regional
Duas regiões distintas de Mato Grosso do Sul, com perfis produtivos diferentes, ajudam a contar a mesma história: a força crescente do interior como motor do desenvolvimento estadual. Em comum, eventos que vão além da vitrine são espaços estratégicos de negócios e inovação.
No norte do Estado, a Tecnoagro 2026, realizada em Chapadão do Sul, reforça o papel da região como uma das fronteiras agrícolas mais consolidadas do país. Já no leste, a Expo Ribas 2026, em Ribas do Rio Pardo, evidencia um novo ciclo econômico impulsionado pela industrialização e pelo avanço do setor florestal.

CHAPADÃO DO SUL: TECNOLOGIA E EXPANSÃO DO AGRO
A Tecnoagro chega à sua 28ª edição consolidada como uma das principais vitrines tecnológicas do agronegócio no Centro-Oeste. O evento reúne mais de 100 expositores e conecta produtores, pesquisadores e empresas em torno de soluções inovadoras para o campo.

Mais do que difusão de tecnologia, a feira também tem sido palco para anúncios estratégicos. Um dos destaques deste ano foi a confirmação da instalação de uma indústria de etanol de milho em Costa Rica, ampliando a industrialização da produção agrícola da região.
O movimento reforça uma tendência clara: o agro sul-mato-grossense deixa de ser apenas produtor de matéria-prima para agregar valor, gerar empregos e consolidar cadeias produtivas mais robustas. Nesse cenário, Chapadão do Sul se mantém como símbolo de produtividade, inovação e eficiência no campo.
RIBAS DO RIO PARDO: O NOVO POLO DA ECONOMIA FLORESTAL

Em outra ponta do Estado, a Expo Ribas 2026 revela uma realidade diferente e igualmente promissora. Realizada na região conhecida como Vale da Celulose, a feira marca um momento de transformação econômica em Ribas do Rio Pardo.
Logo na abertura, o evento reuniu lideranças, produtores e empresários em um ambiente de debates estratégicos e forte participação popular, sinalizando o otimismo com o futuro da região.
A programação vai além do entretenimento e inclui painéis técnicos, capacitações e discussões sobre inovação, políticas públicas e desenvolvimento industrial.
Ribas já desponta como um dos principais polos florestais do Estado, com grandes áreas de eucalipto e forte presença da indústria de celulose. A feira, nesse contexto, funciona como uma vitrine desse novo momento, conectando produção, conhecimento e oportunidades de investimento.
DOIS CAMINHOS, UM MESMO PROTAGONISMO

Embora distintas, as duas feiras traduzem o mesmo fenômeno: o protagonismo do interior sul-mato-grossense.
De um lado, Chapadão do Sul representa a força da fronteira agrícola consolidada, baseada em tecnologia e produtividade. De outro, Ribas do Rio Pardo simboliza a diversificação econômica, com avanço industrial e novas cadeias produtivas.
Juntas, as iniciativas mostram que o desenvolvimento do Estado não está concentrado apenas nos grandes centros, mas distribuído em diferentes regiões, cada uma com suas vocações, todas convergindo para um mesmo resultado: crescimento, geração de renda e novas oportunidades.


