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quarta-feira, 25 de março de 2026

Saúde investiga morte de bebê de 1 mês com suspeita de chikungunya

Criança morava na Aldeia Jaguapiru, em Dourados; se confirmada, será o 5º óbito pela doença em MS

A saúde pública de Dourados investiga a causa da morte de um bebê de um mês de vida, que estava internado na UMC (Unidade da Mulher e da Criança) com sintomas de febre chikungunya. Ainda não há confirmação laboratorial, mas o caso é tratado como mais um óbito em decorrência da doença, já declarada como epidemia no município.

Moradora na Aldeia Jaguapiru, a criança morreu na última terça-feira (24) na unidade que faz parte do HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados). Entre fevereiro e março deste ano, outros quatro moradores da Reserva Indígena morreram de complicações de chikungunya, entre eles outro bebê, de três meses.

Também morreram duas mulheres, de 60 e 62 anos, e um homem, de 73 anos. Dourados é a única cidade de Mato Grosso do Sul a registrar mortes por chikungunya em 2026.

Boletim divulgado ontem pela Vigilância Epidemiológica mostra que todo o município de Dourados contabiliza 1.504 casos suspeitos da doença em 2026, dos quais 721 foram confirmados, 218 descartados e 565 estão em investigação. São 1.286 casos prováveis – soma de casos confirmados e em investigação, excluídos os descartados.

Na reserva indígena, onde a epidemia começou, são 1.193 notificações, 545 confirmados, 157 descartados e 491 em investigação, o que representa 1.036 casos prováveis.

Até ontem, 27 pessoas com sintomas da doença estavam internadas, sendo 8 no Hospital Porta da Esperança (na reserva) e 19 no HU-UFGD. A taxa de ocupação de leitos na cidade, conforme dados da Central de Regulação, chega a 98%.

O município de Dourados está em uma emergência em saúde pública causada pela chikungunya, com predominância ainda na população indígena, mas avançando para todo o território municipal. Os dados apresentam expressivo aumento de casos e internações com início de sobrecarga nos atendimentos da rede de atenção primária à saúde, emergências, bem como na ocupação de leitos hospitalares.

“Outro fator preocupante é a taxa de positividade dos casos, que no momento está em 76,8%. Isso demonstra que a grande maioria dos que apresentam sintomas e são testados tem resultado positivo para a doença”, afirma a Vigilância Epidemiológica, em nota técnica.

Há uma semana, equipes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) estão em Dourados para atuar no atendimento de pessoas com chikungunya e para ajudar no controle do transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Agentes de endemias e outras equipes da prefeitura também atuam em força-tarefa nos bairros, para conscientizar a população a eliminar criadouros do vetor.

(*) Campo Grande News

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