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quarta-feira, 25 de março de 2026

Mato Grosso do Sul traça novo eixo em energia renovável com avanço de planta de biometano da Atvos

Mato Grosso do Sul traça seu novo eixo de desenvolvimento, reforçando sua posição como referência nacional na transição energética com a implantação da primeira planta de biometano da Atvos no Estado. O projeto, localizado em Nova Alvorada do Sul, representa um investimento superior a R$ 350 milhões e marca uma nova etapa na diversificação da matriz energética sul-mato-grossense.

Durante a Expocanas, principal vitrine tecnológica do setor sucroenergético no Estado, o governador Eduardo Riedel, acompanhado do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, visitou a unidade industrial e acompanhou de perto o andamento das obras e o início das etapas operacionais do empreendimento.

A planta terá capacidade estimada de produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra, a partir do aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro — reforçando o conceito de economia circular e agregação de valor à produção. Isso representa menos 25 milhões de litros de diesel ao ano.

Para o governador Eduardo Riedel, o projeto está alinhado à estratégia estadual de descarbonização e desenvolvimento sustentável. “Esse projeto reforça o papel do Mato Grosso do Sul como protagonista na transição energética no Brasil. Estamos avançando na geração de energia limpa com base em soluções que agregam valor à nossa produção e impulsionam o desenvolvimento regional”, afirmou o governador.

O secretário Jaime Verruck destacou que o avanço do biometano no Estado está diretamente conectado à política de bioenergia e à estratégia de neutralidade de carbono. “O Mato Grosso do Sul estruturou uma política consistente de bioenergia, baseada na diversificação de matérias-primas e no aproveitamento integral da biomassa. O biometano surge como uma solução estratégica, que amplia a competitividade do setor sucroenergético, reduz emissões e fortalece a agenda de carbono neutro do Estado”, afirmou Verruck.

Além do impacto ambiental, o projeto também traz ganhos logísticos e operacionais. O biometano será utilizado principalmente para abastecer a frota da própria companhia, substituindo o diesel nas operações. A meta da empresa é converter ao menos 50% do consumo das unidades Eldorado, Santa Luzia e Conquista do Pontal para o uso de gás renovável.

“Trata-se de um projeto inovador de transição energética para o biometano para 28 milhões de metros cúbicos que vão substituir 25 milhões de litros de diesel ao ano. A empresa vai substituir todos seus caminhões de diesel pata biometano. É assim que se faz transição energética. Com inovação, novas tecnologias, desenvolvimento econômico. É o MS fazendo seu eixo de desenvolvimento na transição energética”, ressaltou.

A iniciativa integra um movimento mais amplo de inovação no setor. A Atvos já iniciou testes com caminhões movidos a biogás e firmou parceria com a Scania para renovação da frota pesada. A substituição do diesel pode reduzir entre 40 e 50 mil toneladas de CO₂ por ano.

A empresa também projeta expansão. Nos próximos anos, há potencial para implantação de outras sete unidades de biometano no país, o que pode elevar a produção para até 137 milhões de metros cúbicos por safra e reduzir em até 88,3% as emissões associadas ao uso de diesel.

Bioenergia e política de carbono neutro

Parte da produção de biometano poderá, futuramente, atender municípios do entorno, contribuindo diretamente para a política de descarbonização e para a meta de carbono neutro de Mato Grosso do Sul até 2030.

O Estado já se consolidou como um dos principais polos de bioenergia do país, com forte crescimento do etanol de milho e da cogeração de energia a partir da biomassa da cana, ampliando sua relevância na matriz energética nacional.

Atualmente, a Atvos opera três unidades industriais em Mato Grosso do Sul — em Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e Costa Rica — gerando mais de 11 mil empregos diretos e indiretos.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc

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