Foi lançada em Mato Grosso do Sul a terceira edição do Programa Centelha, uma iniciativa que oferece recursos financeiros para que pesquisadores e inventores transformem seus projetos tecnológicos e científicos em empresas inovadoras.
A eficácia desse apoio pode ser vista na trajetória da Selkis Biotech, uma empresa sul-mato-grossense que se tornou referência na produção de peptídeos sintéticos. Essas moléculas são fundamentais para o desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas e diversas pesquisas na área da saúde.
A empresa surgiu da experiência acadêmica do pesquisador Ludovico Migliolo. Ao perceber que muitos alunos de mestrado e doutorado não encontravam vagas no mercado de trabalho tradicional, ele viu no empreendedorismo uma forma de aproveitar esse conhecimento técnico. Com o suporte financeiro das edições anteriores do Centelha, a Selkis conseguiu montar sua estrutura, comprar insumos e hoje produz tecnologia de alta pureza sem depender de fornecedores externos.
COMO FUNCIONA O PROGRAMA
Nesta nova fase, o programa pretende selecionar até 47 propostas inovadoras. O investimento total será de R$ 6,3 milhões, distribuídos da seguinte forma:
- Subvenção econômica: Cada projeto selecionado pode receber até R$ 89,6 mil (valor que não precisa ser devolvido).
- Bolsas de fomento: Estão previstos mais R$ 45,5 mil em bolsas para auxiliar na dedicação dos pesquisadores ao negócio.
A iniciativa é uma parceria entre o Governo Federal, por meio da Finep e do CNPq, e o Governo do Estado, através da Fundect e da Semadesc.
O edital é aberto para pessoas físicas, como estudantes, professores e inventores, ou para empresas que tenham menos de um ano de existência. O ponto importante é que, se o projeto for escolhido, o participante deverá abrir uma empresa formal em Mato Grosso do Sul para receber os recursos.
Os interessados têm até o dia 11 de maio de 2026 para submeter suas propostas através do site: ms.programacentelha.com.br. Caso a ideia seja aprovada, o participante recebe o apoio financeiro e técnico para abrir seu próprio CNPJ e começar a operar.
Por João Pedro A. C. Oliveira




