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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Canetas emagrecedoras podem impactar o desejo sexual, alerta especialista

Embora tragam benefícios no controle do peso, medicamentos podem influenciar a libido e por isso exigem acompanhamento médico

O uso das chamadas “canetas emagrecedoras” tem crescido significativamente nos últimos anos, impulsionado pela busca por perda de peso rápida e eficaz. Medicamentos como Ozempic e Wegovy, originalmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2, passaram a ser amplamente utilizados também no controle da obesidade. No entanto, além dos benefícios já conhecidos, especialistas começam a observar possíveis impactos no desejo sexual dos pacientes.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), medicamentos à base de análogos de GLP-1 — como os utilizados nas canetas — atuam no controle do apetite e na regulação da glicose, promovendo sensação de saciedade e contribuindo para a perda de peso. Estudos indicam que pacientes podem perder entre 5% e 15% do peso corporal, dependendo do tempo de uso e do acompanhamento clínico.

Apesar dos resultados positivos, a médica ginecologista e docente da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Nataly Veríssimo Campos, alerta que mudanças hormonais e metabólicas podem interferir em outras funções do organismo.

“A perda de peso em si costuma trazer benefícios para a saúde sexual, mas, em alguns casos, observamos uma redução do desejo sexual. Isso pode estar relacionado tanto a alterações hormonais quanto à própria adaptação do corpo ao medicamento”, explica a Dra. Nataly.

Outro ponto importante é o impacto indireto desses medicamentos no comportamento e na rotina dos pacientes. “As canetas reduzem significativamente o apetite, o que pode levar a uma menor ingestão calórica e, em alguns casos, queda de energia e disposição. Esse cenário pode refletir na libido, especialmente se houver déficit nutricional ou perda de massa muscular”, acrescenta a ginecologista e docente da Afya de Pato Branco.

Além dos fatores físicos, o aspecto emocional também deve ser considerado. Mudanças rápidas no corpo, adaptação à nova rotina alimentar e até expectativas em relação ao emagrecimento podem influenciar a saúde mental e, consequentemente, o desejo sexual. “O organismo funciona de forma integrada. Sono, estresse, alimentação e equilíbrio hormonal têm impacto direto na libido”, destaca a Dra. Nataly.

Por outro lado, ela ressalta que os efeitos não são iguais para todos. Em muitos casos, a perda de peso está associada à melhora da autoestima e da disposição, o que pode, inclusive, favorecer a vida sexual. “É uma resposta muito individual. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para avaliar benefícios e possíveis efeitos colaterais ao longo do tratamento”, reforça a médica e docente da Afya.

A orientação é que o uso desses medicamentos seja feito sempre com prescrição e acompanhamento profissional. Caso o paciente perceba alterações no desejo sexual ou em outros aspectos da saúde, é fundamental relatar ao médico para ajustes no tratamento.

“Embora ainda sejam necessários mais estudos específicos sobre a relação entre canetas emagrecedoras e libido, especialistas são unânimes em afirmar que o uso consciente, aliado a hábitos saudáveis, é o caminho mais seguro para alcançar resultados sem comprometer o bem-estar geral”, conclui a médica ginecologista e docente da Afya Centro Universitário de Pato Branco.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

(*) Rodrigo Bortot

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