28.5 C
Três Lagoas
quinta-feira, 9 de abril de 2026

Conflito no Oriente Médio pressiona agronegócio brasileiro e acende alerta no setor, diz Tereza Cristina

A senadora reforçou o compromisso de atuação conjunta entre a Fiesp e o Senado Federal para proteger o agronegócio nacional

Por: Nathália Santos

A senadora Tereza Cristina afirmou nesta terça-feira (7), por meio de suas redes sociais, que o atual conflito no Oriente Médio já provoca impactos diretos no agronegócio brasileiro e levanta preocupações quanto à economia e à segurança alimentar global.

Segundo a parlamentar, o tema foi debatido em reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), ligado à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, com participação de representantes do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) e da agroindústria nacional. O encontro analisou os desdobramentos da escalada de tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

LOGÍSTICA AFETADA E AUMENTO DE CUSTOS

Conflito no Oriente Médio pressiona agronegócio brasileiro e acende alerta no setor, diz Tereza Cristina

Um dos principais pontos destacados foi a pressão sobre a logística internacional. De acordo com Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Oriente Médio é responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras de frango.

Com o agravamento do conflito, rotas marítimas estão sendo desviadas para o Cabo da Boa Esperança, o que aumenta significativamente o tempo de transporte e os custos de frete. A necessidade de manter o fluxo diário de cerca de 200 contêineres tem gerado preocupação no setor.

FERTILIZANTES ENTRAM EM ZONA DE RISCO

Conflito no Oriente Médio pressiona agronegócio brasileiro e acende alerta no setor, diz Tereza Cristina
Importação de fertilizantes segue em alta nos portos do Paraná (Foto: Claudio Neves – Portos do Paraná)

Outro alerta importante envolve o fornecimento de fertilizantes. Segundo dados apresentados por Marcelo Altieri, da Yara Brasil, cerca de 34% da produção mundial de ureia está concentrada na região afetada pelo conflito.

Esse cenário pode gerar efeitos prolongados, mesmo com uma eventual trégua, impactando diretamente os custos de produção agrícola no Brasil. A expectativa é de que o mês de agosto seja decisivo para avaliar a dimensão desses impactos.

SETOR PRIVADO GANHA PROTAGONISMO

Durante o encontro, o embaixador Roberto Azevêdo, presidente do Coscex, destacou a necessidade de maior atuação do setor privado diante da fragilidade dos organismos internacionais na mediação de crises.

A avaliação é de que empresas e entidades precisam assumir papel estratégico para garantir o abastecimento de insumos e preservar a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.

NOVA DINÂMICA GLOBAL: “ESG 2.0”

O economista Marcos Troyjo, vice-presidente do Coscex, apresentou o conceito de “ESG 2.0”, que incorpora fatores como economia, segurança e geopolítica na análise global.

Segundo ele, a chamada “policrise”, combinação de múltiplas crises simultâneas, pode representar uma oportunidade para o Brasil se consolidar como fornecedor estratégico de alimentos e recursos minerais.

DEFESA DAS CADEIAS PRODUTIVAS

Ao final, Tereza Cristina reforçou o compromisso de atuação conjunta entre a Fiesp e o Senado Federal para proteger o agronegócio nacional. A proposta é buscar soluções técnicas que reduzam os impactos da instabilidade internacional sobre as cadeias produtivas brasileiras.

Para a senadora, o momento exige ação coordenada e estratégica para evitar prejuízos econômicos e garantir a segurança alimentar diante de um cenário global cada vez mais incerto.

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.