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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Construção civil desacelera em MS, mas custo segue pressionado e acumula alta

Enquanto país acelera com alta de 0,37% em março, Mato Grosso do Sul registra avanço mais moderado

A construção civil avançou em março no Brasil, mas em Mato Grosso do Sul o ritmo foi mais lento — ainda assim, o custo de construir continua subindo e pressionando o setor.

Dados do IBGE mostram que o Índice Nacional da Construção Civil teve alta de 0,37% no país, indicando aceleração frente a fevereiro. No Estado, porém, a variação foi menor: 0,18% no mês, praticamente metade do índice nacional.

Alta menor, mas contínua

Mesmo com desempenho mais contido, o movimento em Mato Grosso do Sul mantém a tendência de encarecimento da construção.

No acumulado do ano, o índice já soma 0,73%, enquanto nos últimos 12 meses chega a 3,67%, mostrando que o custo segue em trajetória de alta, ainda que em ritmo inferior ao nacional.

Na prática, construir no Estado continua ficando mais caro mês a mês — apenas com variações menos intensas do que em outras regiões.

Custo do metro quadrado sobe

O impacto aparece diretamente no orçamento das obras. Em Mato Grosso do Sul, o custo médio do metro quadrado gira em torno de R$ 1,8 mil, considerando os dados mais recentes do IBGE.

Esse valor reflete a combinação de dois fatores que vêm puxando os preços:

  • reajustes de materiais de construção
  • aumento gradual da mão de obra

Diferença em relação ao país

Enquanto o Brasil teve aceleração puxada principalmente por insumos e dissídios salariais, o cenário local mostra uma pressão mais distribuída e menos intensa.

Ainda assim, o comportamento é o mesmo: materiais e salários seguem como motores da alta, mantendo o setor em alerta para novos reajustes ao longo do ano.

Sinal amarelo para obras

Mesmo com variação menor que a média nacional, o avanço contínuo dos custos em Mato Grosso do Sul acende um sinal de atenção — especialmente para obras públicas e contratos de longo prazo.

Para quem constrói, reforma ou investe no setor, o recado é claro: o custo segue subindo, e o planejamento financeiro precisa acompanhar esse ritmo.

Fonte: Campo Grande News (por José Cândido)

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