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Três Lagoas
terça-feira, 28 de abril de 2026

Em dez anos, TV por assinatura perde até 85% dos assinantes no Leste de MS

Três Lagoas lidera queda e reflete avanço dos serviços de streaming

Por: Nathália Santos

Assim como o uso das linhas de telefonia fixa, a presença da TV por assinatura nas casas Da região Leste de Mato Grosso do Sul encolheu de forma expressiva na última década, acompanhando uma mudança no hábito de consumo de entretenimento da população e o avanço das plataformas de streaming.

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), comparando janeiro de 2016 com janeiro de 2026, mostram que Três Lagoas, principal cidade da região, registrou uma redução de 80,4% no número de instalações de TV por assinatura.

Em 2016, o município tinha 8.287 contratos ativos. Dez anos depois, esse número caiu para apenas 1.622.

A queda acompanha uma tendência nacional impulsionada pela popularização de serviços como Netflix, Prime Video, Disney+, Max e Globoplay, que passaram a oferecer mais flexibilidade, preços variados e a possibilidade de assistir ao conteúdo sob demanda, sem depender da programação fixa da televisão tradicional.

MUNICÍPIOS MENORES TAMBÉM REGISTRAM FORTE RETRAÇÃO

Em dez anos, TV por assinatura perde até 85% dos assinantes no Leste de MS

A redução não ficou restrita a Três Lagoas. Cidades menores da região também apresentaram quedas significativas, algumas até mais acentuadas proporcionalmente.

Brasilândia foi o município com a maior retração percentual. O número de instalações caiu de 279 para 41 no período, uma redução de 85,3%.

Selvíria aparece logo em seguida, com queda de 82,9%. Em 2016 eram 158 contratos ativos, contra apenas 27 em 2026.

Em Inocência, a redução foi de 78,1%, passando de 444 para 97 instalações.

Já em Água Clara, o recuo foi de 54,8%, com o total caindo de 841 para 380 contratos.

RIBAS DO RIO PARDO TEVE MENOR QUEDA PROPORCIONAL

Entre os municípios analisados, Ribas do Rio Pardo foi o que apresentou a menor redução proporcional, embora o cenário ainda seja de retração.

A cidade passou de 987 instalações em janeiro de 2016 para 624 em janeiro de 2026, uma queda de 36,8%.

Mesmo sendo o menor percentual entre os municípios da região, o número reforça a mudança no comportamento do consumidor, que vem trocando os pacotes tradicionais de TV por serviços digitais mais acessíveis e personalizados.

INTERNET MAIS ACESSÍVEL ACELEROU MUDANÇA DE HÁBITO

A ampliação do acesso à internet banda larga e da fibra óptica contribuiu para acelerar essa transformação no consumo de conteúdo audiovisual.

Além da praticidade, o consumidor passou a ter maior controle sobre os gastos mensais, podendo escolher quais plataformas assinar, sem a necessidade de contratar pacotes completos de TV paga, que geralmente possuem custo mais elevado.

O cenário mostra que a TV por assinatura segue perdendo espaço e enfrenta o desafio de se adaptar a um público cada vez mais conectado e acostumado ao consumo sob demanda.

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