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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Em reunião virtual, autoridades dos quatro países atualizam informações sobre Corredor Bioceânico

Autoridades e representantes dos governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Chile participaram de uma reunião virtual na manhã desta quarta-feira (29) para atualizar as informações sobre o andamento das obras do Corredor Bioceânico de Capricórnio, a rota que vai ligar por rodovias pavimentadas os Oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Mato Grosso do Sul. O Webinar “El Corredor Bioceánico Vial: Avances y su Potencial para Impulsar em Desarollo Económico” foi realizado pela Fundação Chilena do Pacífico e mediado pela diretora executiva da entidade, Loreto Leyton.

O governador de Antofagasta (Chile), Ricardo Díaz, foi um dos painelistas do encontro. Por Mato Grosso do Sul, a assessora da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva, falou sobre o andamento das obras da ponte sobre o Rio Paraguai, da alça de acesso no lado brasileiro da obra e da construção da estrutura alfandegária.

A ponte com 1.294 metros de comprimento e 29 metros de altura está com 90% das obras concluídas e a previsão é que as duas partes da plataforma se encontrem até fim de maio (beco de las aduelas). A ponte foi financiada com recursos da Itaipu Binacional e o valor orçado é de U$ 85 milhões.

Já o acesso ligando a BR-267 com a ponte pelo lado brasileiro, com 13,1 quilômetros de extensão, está com 35% das obras executadas. Por atravessar uma região bastante úmida, a obra exigiu a construção de diversas pontes e bueiros. Com relação ao Centro Aduaneiro, as obras físicas ainda não começaram porque aguardam definições das autoridades paraguaias.

Foi apresentado, ainda, um panorama das importações e exportações de Mato Grosso do Sul diretamente dos países que serão servidos pelo Corredor Bioceânico. Os negócios com Chile, Paraguai e Argentina no ano passado somaram quase U$ 1 bilhão, sendo carnes, soja e derivados e minérios e derivados os principais produtos vendidos pelo Estado aos vizinhos.

(*) João Prestes

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