Senadora leu o parecer favorável na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado; para ela, medida precisa integrar a Base Nacional Comum Curricular.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) comemorou, nesta terça-feira (5), a aprovação unânime do projeto de lei que institui a Política Nacional de Educação Financeira nas escolas.
Em manifestação após a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde foi a responsável por ler o relatório favorável à proposta, a parlamentar defendeu a inclusão imediata do tema na formação básica dos alunos.
“Imagine isso no currículo escolar, as crianças desde cedo aprenderem sobre educação financeira”, afirmou a senadora em publicação divulgada em suas redes sociais. Damares classificou a aprovação no colegiado como uma vitória que passou “com louvor”, afirmou.
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A parlamentar também traçou os próximos passos estratégicos para que a lei saia do papel e seja aplicada nas salas de aula de todo o país. Segundo ela, a janela de oportunidade está na estruturação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
“Aprovamos um Plano Nacional da Educação recente, mas dá tempo da gente trazer para a base comum curricular, que vai ser o próximo passo após o Plano Nacional”, disse.
Para ilustrar o impacto do desconhecimento econômico no atual cenário de endividamento do país, Damares reproduziu o tom do debate ocorrido entre os senadores durante a votação. Ela destacou que a ausência histórica desse tipo de ensino cobra um preço alto do país:
“Talvez não estaríamos tendo tanto problema hoje no Brasil se uma geração tivesse sido ensinada, lá atrás, sobre educação financeira”.
O projeto
O texto aprovado pela CAE é de autoria do senador Jayme Campos (União-MT) e teve parecer relatado originalmente pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).
A proposta estipula que o governo federal coordene a política e forneça apoio técnico e financeiro para que estados, Distrito Federal e municípios implementem o ensino de economia e empreendedorismo em suas redes.
Após a aprovação na CAE celebrada por Damares, a matéria segue agora para análise da Comissão de Educação (CE) do Senado Federal.




