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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Colaborador de Nova Andradina é aprovado para programa global da JBS com trabalho e estudo de inglês na Austrália

Iniciativa de educação corporativa une idioma, cultura e rotina industrial para fortalecer o Global Talent, que há 10 anos desenvolve profissionais para as operações da Companhia no exterior

O sul-mato-grossense Arlei Silva Costa, de 42 anos, está entre os colaboradores da JBS que cruzaram fronteiras para estudar e trabalhar no exterior. Selecionado pela iniciativa English Academy, do programa Global Talent, que combina ensino do idioma, adaptação cultural e experiência prática na indústria, ele está há mais de um mês na Austrália. A turma inaugural reúne 30 profissionais da área de produção.

“Na Friboi, completei 10 anos. Comecei como auxiliar de inspeção, passei por vários setores na unidade de Nova Andradina e fui crescendo junto com a empresa, que oferece muitas oportunidades para os colaboradores. Quando surgiu o processo do Global Talent, vi uma grande oportunidade de desenvolvimento profissional e pessoal. Me inscrevi e conquistei a vaga”, explica Costa.

Na Austrália, ele está em Dinmore, Ipswich, no estado de Queensland. O programa de imersão pode durar até 12 meses, dependendo do progresso de cada aluno. A escola de inglês funciona dentro da unidade, as aulas são presenciais, com carga horária de 20 horas semanais, e têm foco no vocabulário técnico da indústria de alimentos e no contexto cultural australiano.

Os materiais didáticos foram desenvolvidos internamente, em conformidade com o Australian Education Services for Overseas Students (ESOS) Framework, e aprovados pela Australian Skills Quality Authority, órgão regulador nacional do setor de educação e treinamento vocacional na Austrália.

“Aqui aprendemos o idioma para uso no cotidiano e na indústria. É muito legal aprender algo novo com 42 anos, isso mostra que nunca é tarde para conquistar algo, que estou vivo e com novos desafios. O mundo está cheio de oportunidades”, ressalta Costa, que é pai de duas meninas. Em 2025, o Global Talent registrou mais de 1,2 mil inscrições, resultando na seleção de 53 profissionais para atuar em diferentes países, incluindo Austrália, Estados Unidos, Canadá e México, sendo 14 deles de unidades em Mato Grosso do Sul.

Adaptação especial

Para apoiar a adaptação dos participantes, os estudantes foram acomodados em casas totalmente mobiliadas, localizadas a aproximadamente dois quilômetros da unidade e da escola. O modelo permite que os colaboradores conciliem o aprendizado do idioma com experiência profissional desde o início de sua jornada com a JBS Austrália no país.

Segundo a empresa, a criação da escola abre a oportunidade de aprimorar a proficiência em inglês de profissionais com forte experiência técnica que nem sempre tiveram acesso prévio ao ensino formal do idioma. “Além da fluência, a adaptação cultural é fundamental para que os profissionais se estabeleçam no país e evoluam em suas carreiras”, afirma Ana Ruperez, coordenadora de Mobilidade Global da JBS Austrália.

A preparação dos participantes começou no Brasil em julho de 2025, com aulas online realizadas duas vezes por semana e ministradas pelo mesmo professor que acompanha o grupo na etapa presencial. Em março de 2026, o treinamento passou a ser totalmente presencial e integrado à rotina da unidade da JBS em Dinmore.

De acordo com a JBS, trazer o curso para dentro da empresa permite um acompanhamento mais próximo do desempenho dos alunos e um melhor equilíbrio entre trabalho e estudo. “Temos profissionais altamente qualificados no Brasil e queremos ampliar as oportunidades para que esses talentos atuem globalmente. A escola foi criada para que o idioma não seja um obstáculo nesse caminho”, afirma Fernando Meller, diretor executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil.

A English Academy faz parte do esforço mais amplo da Companhia para preparar profissionais para posições internacionais. Criado há dez anos, o programa JBS Global Talent já levou pessoas da JBS para unidades nos Estados Unidos, Canadá, México, Inglaterra e Austrália. “Não se trata apenas de mobilidade, mas de desenvolvimento de carreira”, acrescenta Meller. “Quando integramos idioma, cultura e trabalho, aumentamos as chances de sucesso no longo prazo”.

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