Especialistas, representantes de instituições, técnicos, produtores e lideranças de cadeias produtiva participam nessa sexta-feira (8) do Encontro Presencial do Fórum Origens/MS, colegiado incumbido de reconhecer e promover produtos com identificação de origem em Mato Grosso do Sul. O secretário adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Alex Melotto, participou da abertura do encontro, no auditório do Sebrae/MS (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas), e destacou os esforços do Governo para levar desenvolvimento local, melhorar a renda e dar visibilidade à produção regional do Estado.
“Mato Grosso do Sul é um Estado riquíssimo em identidades territoriais, nós não temos a menor dúvida. E o Fórum marca o início de uma trajetória que vai unir diversas instituições para trabalhar em prol dessas identidades territoriais, sejam elas marcas coletivas ou identidades geográficas, com o objetivo de levar isso para o mercado, de agregar valor a esses produtos, de fixar na terra quem está produzindo”, disse Melotto.
O Fórum
O Fórum Origens de Mato Grosso do Sul é uma iniciativa da Semadesc, através da Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais, e foi criado em dezembro de 2025 “para valorizar produtos regionais e fortalecer a identidade cultural, territorial e ambiental do Estado”, conforme detalhou a secretária executiva Karla Nadai.
O Colegiado é composto por 14 membros, representantes de instituições públicas e entidades privadas. Entre suas competências estão: estruturar e acompanhar o processo de reconhecimento oficial de origem dos produtos sul-mato-grossenses, a exemplo do que já foi conquistado pela tradicional Linguiça de Maracaju e do Mel do Pantanal, ambos reconhecidos com o rótulo de Indicação de Procedência.
O pesquisador do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), Douglas Machado Ramos, explica que as indicações geográficas para produtos de determinadas regiões ou localidades podem ser através da Indicação de Procedência (reconhecendo aspectos que conferem fama, notoriedade a determinado produto feito com técnicas específicas daquela localidade) ou a Denominação de Origem, quando o produto está ligado diretamente ao território, por fatores ambientais e geográficos não pode ser reproduzido com as mesmas características em outra região.
Pelo menos mais dois produtos sul-mato-grossenses estão na fila para conseguir o selo de Indicação de Procedência: a carne bovina pantaneira e o sobá de Campo Grande. “O fórum marca o início dessa trajetória no que tange aos territórios geográficos. O objetivo final desse trabalho é, naturalmente, chegar lá na ponta, chegar em quem está produzindo, promover o associativismo, que é a base para o desenvolvimento local, chegar no município, chegar no cidadão e de novo agregar valor aos produtos, desenvolver os territórios, gerar desenvolvimento municipal, gerar desenvolvimento local”, acrescentou Melotto.
O evento
O Encontro Presencial do Fórum Origens/MS teve início no auditório do Sebrae/MS, em Campo Grande, na manhã dessa sexta-feira (8), com a saudação das autoridades e as palestras “Instrumentos de Valorização e Desenvolvimento Territorial: IG, MC, Patrimônio Imaterial e Rotas Turísticas” proferida pelo consultor do Sebrae Marcos Fabrício Gonçalves; “Case de Sucesso: IG Queijo da Canastra”, com o representante da Aprocan (Associação dos Produtores de Queijo Canastra”, Higor Freitas; e “Marcas Coletivas e Potenciais do Estado do MS”, com o também consultor do Sebrae, Fábio La Puente.
Na parte da tarde o evento tem continuidade com a palestra “Tópicos em Indicações Geográficas e Marcas Coletivas: Identidade, Território e Direito”. Em seguida os participantes se dividirão em mesas com temas específicos para debater o Plano de Trabalho do Fórum Origens/MS: Mesa 1, “Governança e Funcionamento do Fórum”, Mesa 2, “Indicações Geográficas e Marcas Coletivas”, Mesa 3, “Produtos Tradicionais, Patrimônio Imaterial e Identidade Territorial”, Mesa 4, “Cadeias Produtivas Prioritárias e Agroindústria”, e Mesa 5, “Comunicação, Mercado, Turismo e Promoção”.






