Projeto financiado pelo Fundo Amazônia prevê reforço às brigadas, bombeiros e à Força Nacional em 5 estados
O Governo Federal entregou equipamentos do projeto “Manejo Integrado do Fogo: Cerrado e Pantanal”, iniciativa apoiada com R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer ações de prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais e queimadas ilegais em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí e no Distrito Federal.
A ação integra a estratégia de ampliação da capacidade de resposta aos incêndios nos biomas Cerrado e Pantanal e faz parte da implementação da PNMIF (Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo). O MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) executa o projeto com recursos do Fundo Amazônia, que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) administra, e sob coordenação do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima).
Segundo o governo, os investimentos permitirão a aquisição de mais de 200 veículos, 6,8 mil equipamentos de uso individual e 14 drones, além de reforçar brigadas florestais, Corpos de Bombeiros Militares estaduais e a Força Nacional de Segurança Pública.
Entre os equipamentos entregues estão caminhonetes 4×4 adaptadas com kits de combate a incêndio, caminhões Auto Bomba Tanque Florestal, mochilas costais, sopradores, GPS portáteis, drones e notebooks voltados à gestão e análise de dados em operações de campo.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o Fundo Amazônia voltou a ter papel estratégico no enfrentamento aos incêndios florestais no país.
“O Fundo Amazônia voltou a cumprir um papel estratégico no fortalecimento da capacidade do Estado brasileiro de prevenir e combater incêndios florestais, articulando preservação ambiental, proteção dos biomas e segurança pública. Esses investimentos refletem a prioridade do governo do presidente Lula em reconstruir políticas ambientais e apoiar estados, brigadas e forças de segurança com estrutura e tecnologia para enfrentar os efeitos extremos das mudanças climáticas”, declarou.
Já o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a entrega dos equipamentos faz parte de uma estratégia mais ampla de enfrentamento aos incêndios, agravados pelas mudanças climáticas e por ações criminosas.
“Estamos colocando em prática as políticas públicas que nós mesmos iniciamos ou atualizamos. Este evento não é apenas uma entrega de equipamentos, o que por si só seria importante, mas se insere numa ação planejada do governo, que todos nós lideramos”, afirmou.
O ministro também ressaltou o avanço da legislação voltada ao manejo integrado do fogo. “Não basta ter um bom planejamento, é preciso ter amparo legal. Por isso, trabalhamos com o Congresso Nacional a aprovação da Lei do Manejo Integrado do Fogo. E não basta ter a lei, é necessário regulamentar. O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reúne todos os estados, o governo federal e o setor privado, está fazendo essa regulamentação por meio de suas resoluções”, disse.
A iniciativa foi estruturada em três frentes de atuação. Na escala local, haverá apoio a brigadas públicas, comunitárias e voluntárias. No nível estadual, o foco será o fortalecimento dos Corpos de Bombeiros Militares. Já na atuação interestadual, o suporte será direcionado à Força Nacional em situações que ultrapassem a capacidade operacional dos estados.
O governo federal informou ainda que, desde a retomada do Fundo Amazônia, os investimentos voltados à prevenção e combate a incêndios já alcançam 14 estados e três biomas (Amazônia, Cerrado e Pantanal) com R$ 521 milhões aprovados. Desse total, R$ 371 milhões foram destinados aos Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal e R$ 150 milhões ao projeto de Manejo Integrado do Fogo no Cerrado e Pantanal.
Criado em 2008, o Fundo Amazônia é considerado a maior iniciativa mundial baseada em resultados para redução de emissões por desmatamento e degradação florestal. O mecanismo financia projetos de conservação, fiscalização ambiental, restauração de áreas degradadas e fortalecimento de comunidades tradicionais.
Segundo o governo, somente em 2025 o Fundo Amazônia alcançou o maior volume anual de aprovações desde sua criação, com cerca de R$ 2 bilhões em projetos aprovados.
Entre 2023 e 2026, o Fundo aprovou e contratou R$ 4 bilhões em 50 projetos, valor que corresponde a 58% de todo o volume apoiado desde a criação da iniciativa, já com correção pela inflação.
Fonte: Campo Grande News





