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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Com ministro André Mendonça, Fiems traz a Bonito reunião da diretoria da CNI pela 1ª vez

Mato Grosso do Sul sediou encontro com presidentes de federações industriais de todo o país

Mato Grosso do Sul sediou pela primeira vez uma reunião da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A cidade de Bonito foi escolhida pela Fiems, entidade anfitriã, para receber presidentes de federações da indústria de todo o país e membros da diretoria plena da CNI. O encontro desta sexta-feira (29/05) contou com a presença de convidados especiais para debater assuntos de interesse da indústria nacional, como o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O presidente da Fiems e vice-presidente da CNI, Sérgio Longen, falou da importância para Mato Grosso do Sul sediar um encontro dessa magnitude. “Ter a oportunidade de receber aqui todos os colegas é muito gratificante para mim. Poder mostrar um pouco do nosso Estado e daquilo que fizemos, planejamos e executamos. E aquilo que ainda podemos fazer, não só pelo Estado, como pelo país. É uma satisfação pessoal poder realizar com a diretoria da Fiems esse grande momento que vive Mato Grosso do Sul”. 

A reunião mensal é tradicionalmente realizada na sede da confederação em Brasília (DF). O presidente da CNI, Ricardo Alban, autorizou que diretores da Fiems também pudessem participar do encontro. 

Ministro André Mendonça debate segurança jurídica e regulação no país 

O ministro André Mendonça falou sobre segurança jurídica e regulação no Brasil. Durante a palestra, o magistrado apresentou dados comparativos de governança internacional usados para medir aspectos como participação social, estabilidade política, efetividade das políticas públicas, qualidade regulatória, Estado de Direito e controle da corrupção. 

A avaliação exposta no evento apontou que, embora o país ainda mantenha algum desempenho em temas ligados à liberdade de imprensa, participação social e controle público, há sinais de estagnação ou retrocesso em áreas sensíveis da governança. Entre os pontos destacados estão a baixa eficiência do aparato estatal, a fragilidade do planejamento público, a burocracia excessiva e a dificuldade de criar um ambiente institucional propício ao crescimento econômico de longo prazo. 

A mensagem central destacada ao longo da palestra é que o avanço da indústria brasileira depende não apenas de medidas pontuais, mas de uma transformação mais ampla na governança pública e na capacidade institucional do país. Para o setor produtivo, a construção de um ambiente mais estável, eficiente e previsível é vista como condição essencial para destravar investimentos, ampliar a produtividade e sustentar o desenvolvimento econômico. 

Flávio César destaca contribuições da sociedade ao Regulamento do IBS 

O presidente do Conselho Superior do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), Flávio César Mendes de Oliveira, falou sobre reforma tributária e impactos para o setor industrial. Flávio César explicou que o CGIBS e a Receita Federal estão recebendo sugestões ao Regulamento do IBS até o dia 15 de junho.

A iniciativa pretende ampliar a participação da sociedade organizada na implantação da reforma tributária no país. “Importante dizer que saímos de um labirinto do sistema atualmente vigente, com um emaranhado de milhares de normas nas esferas federal, estadual e municipal, e tudo isso foi convergido em uma simplificação no novo sistema tributário, onde teremos uma única norma, com regulamento já publicado. Concedemos tempo para que a sociedade organizada pudesse organizar todo o conteúdo desse regulamento e participar desse processo com sugestões e contribuições”. 

Também participou da fala sobre o tema João Pedro Machado Nobre, diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária em 2025. 
Presidentes falam da integração do Sistema Indústria em MS André Rocha, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG): 

“Excelente iniciativa da CNI de fazer reuniões itinerantes, interiorizando a discussão sobre desenvolvimento e reindustrialização do país. É algo importante para motivar os empresários nessas localidades. E também é uma grande iniciativa do presidente Sérgio Longen em trazer essa discussão para Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, a única região do país onde a participação da indústria no PIB tem crescido é o Centro-Oeste. Destaco o papel de Mato Grosso do Sul nesse crescimento. Isso mostra a pujança da economia sul-mato-grossense e a presença muito forte da Fiems no estado, articulando e tratando políticas públicas, e a boa interação com o governo do Estado”. 

Cassiano Pascoal, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB): “Bonito é uma cidade maravilhosa, espero sair daqui muito feliz e levando à Paraíba os bons frutos dessa nossa convivência e diálogo entre empresários e representantes sindicais. Isso é muito importante para que as regiões estejam unidas em prol de um Brasil de trabalho e futuro”. Ricardo Alban, presidente da CNI: 

“Quando a gente vai até o nosso acionista, que são todas as indústrias do Brasil, consegue ver e ser entendido melhor. Quando nos conhecemos, sabemos o trabalho de cada um e sentimos suas dores. Por isso é tão valiosa essa oportunidade que temos de visitar os estados e fazer nossas reuniões e eventos em locais como Mato Grosso do Sul, esse estado tão pujante com sua agroindústria”.  

Edilson Baldez, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA): “Estamos em um momento de transição, com muitas propostas legislativas e executivas que influenciam diretamente a atuação da nossa indústria no país. Nesse encontro, onde teremos líderes empresariais e governamentais, a gente pode dar encaminhamento nessa situação para poder melhorar as condições de desenvolvimento do país”. 

Franck Almeida, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amapá (FIEAP): “Recebemos o acolhimento muito bom do nosso presidente Sérgio Longen. Esse evento é muito importante porque traz às federações uma outra dinâmica e permite conhecer o estado de Mato Grosso do Sul, suas características, suas indústrias e suas peculiaridades. Estão todos de parabéns. Espero que a troca de conhecimento promova o fortalecimento da indústria de Mato Grosso do Sul e do Brasil”. 
 

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