A escola estadual do interior compete de igual para igual com o Brasil inteiro
Das 12 equipes que chegaram à final da Olimpíada Científica RoverXpedição Biomas 2026, cinco são de Mato Grosso do Sul. Três delas são de escolas da Rede Estadual de Ensino — e esse número não é coincidência. É resultado.
Na primeira fase da competição, MS liderou o número de provas aplicadas em todo o país: 1.336 avaliações realizadas, num total nacional de 3.294.
Nosso estado ficou à frente do Maranhão, com 623 aplicações; do Rio Grande do Norte, com 527; e do Rio Grande do Sul, com 457.
Ao todo, 59 escolas sul-mato-grossenses participaram da etapa inicial — aproximadamente 40 da rede estadual, sendo que 38 avançaram para a fase prática.
Quem são as três escolas finalistas
As equipes que representarão Mato Grosso do Sul na fase final nacional são:
- EE Professora Nair Palácio de Souza, de Nova Andradina
- EE Austrílio Capilé Castro, de Nova Andradina
- EE Comandante Maurício Coutinho Dutra, de Sonora
São escolas que provaram que robótica educacional na escola pública não é experimento, é prática consolidada.
O que é a RoverXpedição
Promovida pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido em parceria com a Associação Brasileira de Aprendizagem Criativa, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do CNPq, a competição desafia estudantes do Ensino Fundamental II e Médio a construírem, programarem e operarem rovers inspirados nos biomas brasileiros.
O desafio une ciência, tecnologia, sustentabilidade e engenharia numa experiência que aproxima a escola pública das fronteiras do conhecimento científico.
Estudantes como protagonistas
Construir um rover que explore as características de um bioma brasileiro exige muito mais do que conhecimento técnico. Exige trabalho em equipe, criatividade, resolução de problemas e a capacidade de transformar uma ideia em algo que funciona na prática.
É exatamente isso que os estudantes finalistas de MS fizeram.
O terreno que foi preparado
O desempenho das escolas estaduais não surgiu do nada. Em 2026, Mato Grosso do Sul atingiu a marca de 95% das escolas estaduais equipadas com kits de robótica.
A rede também vem fortalecendo a formação de professores em cultura maker, pensamento computacional e uso pedagógico das tecnologias, construindo o terreno onde esses resultados crescem e aparecem.
Para o coordenador de tecnologias educacionais da SED, José Flávio Siqueira, é uma honra ver os estudantes chegando onde poucos imaginavam. “Ver essas escolas chegarem à final nacional representando o Mato Grosso do Sul mostra que quando a gente investe em robótica com propósito pedagógico”, ressalta o professor.
Gilberto Junior, SED













