As indústrias da celulose, por exemplo, transformaram Mato Grosso do Sul em uma das principais fronteiras de crescimento do setor no Brasil
A indústria brasileira manteve o ritmo de recuperação em abril e registrou crescimento de 0,7% na comparação com março, alcançando o quarto mês consecutivo de avanço. O resultado foi impulsionado por dez dos 15 locais pesquisados pelo IBGE na Pesquisa Industrial Mensal (PIM-Regional), movimento que reforça a retomada da atividade industrial em diferentes regiões do país.
O dado nacional acumula expansão de 4,4% nos últimos quatro meses. Com isso, a indústria já opera acima do nível registrado antes da pandemia, embora ainda esteja abaixo do pico histórico alcançado em 2011.
Em Mato Grosso do Sul, o cenário é ainda mais favorável. O Estado vem consolidando uma das transformações econômicas mais significativas do Centro-Oeste, impulsionada pelos investimentos em celulose, bioenergia, processamento de alimentos, mineração e logística.
Nos últimos anos, o parque industrial sul-mato-grossense ganhou protagonismo nacional, especialmente com a expansão da cadeia florestal e a instalação de grandes plantas industriais voltadas à exportação.
Municípios como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Inocência e Campo Grande concentram novos empreendimentos que ampliam a capacidade produtiva e geram empregos em setores estratégicos.
TRÊS LAGOAS LIDERA O AVANÇO

As indústrias da celulose, por exemplo, transformaram Mato Grosso do Sul em uma das principais fronteiras de crescimento do setor no Brasil. Três Lagoas, já conhecida como “Capital Mundial da Celulose”, abriga Suzano e Eldorado Brasil e lidera as exportações do Estado. Ribas do Rio Pardo recebeu nova planta da Suzano. Inocência constrói o Projeto Sucuri, da Arauco, com R$ 25 bilhões em investimentos e capacidade para 3,5 milhões de toneladas por ano. Bataguassu será a próxima, com unidade da Bracell anunciada.
Enquanto a indústria brasileira foi puxada em abril principalmente pelos segmentos extrativos e de derivados de petróleo e biocombustíveis, Mato Grosso do Sul mantém uma trajetória apoiada na diversificação produtiva e na agregação de valor às cadeias do agronegócio. A aposta reduz a dependência exclusiva da produção primária.
O desempenho da indústria tem reflexos diretos na economia estadual. Além de fortalecer a arrecadação e a geração de empregos formais, o setor amplia a demanda por serviços, transporte, energia e infraestrutura, criando um ciclo de crescimento que alcança diferentes regiões do Estado.
Especialistas apontam que a combinação entre disponibilidade de matéria-prima, localização estratégica, incentivos à industrialização e melhorias logísticas tem contribuído para posicionar Mato Grosso do Sul entre os estados mais competitivos para receber novos empreendimentos industriais.
Os investimentos na BR-163 e na Rota Bioceânica reforçam esse cenário. Com a continuidade dos investimentos anunciados para os próximos anos, a expectativa é que a indústria siga ganhando participação na economia sul-mato-grossense, consolidando uma mudança estrutural que vem transformando o perfil produtivo do Estado e ampliando sua relevância no cenário nacional.




