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Três Lagoas
quinta-feira, 18 de junho de 2026

MS exporta bilhões em celulose, mas o que o Estado compra do exterior? Gás natural lidera a lista

Estado já exporta US$ 3,66 bilhões e tem Três Lagoas como referência nacional na produção de celulose, mas também depende da compra de insumos e equipamentos vindos do exterior para sustentar a atividade industrial

Por: Nathália Santos

Mato Grosso do Sul consolidou-se como um dos principais exportadores do país, com US$ 3,66 bilhões em vendas externas, segundo o mais recente levantamento da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). Três Lagoas, por sua vez, mantém a liderança na produção e exportação de celulose, principal produto de transformação do Estado.

Mas, além de vender para o mercado internacional, MS também depende da compra de uma série de produtos estrangeiros para abastecer a indústria e garantir o funcionamento de setores estratégicos da economia.

Levantamento da Semadesc, com base em dados da ComexStat, mostra que as importações sul-mato-grossenses somaram US$ 893,1 milhões entre janeiro e abril de 2026, alta de 1,51% em relação ao mesmo período do ano anterior.

GÁS NATURAL CONTINUA NA LIDERANÇA

Principal item da pauta de importações do Estado, o gás natural, liquefeito ou não, respondeu por 27,11% de tudo o que Mato Grosso do Sul comprou do exterior nos quatro primeiros meses deste ano.

Apesar da liderança, o produto registrou queda de 20,65% em comparação ao mesmo intervalo de 2025. O valor importado passou de US$ 305 milhões para US$ 242,1 milhões, enquanto o volume recuou de 1,03 milhão para 916 mil toneladas.

O combustível é considerado estratégico para a matriz energética e para o abastecimento de segmentos industriais instalados no Estado.

EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS GANHAM PARTICIPAÇÃO

Na segunda colocação aparecem as caldeiras de geradores de vapor, responsáveis por 14,09% das importações estaduais. O valor das compras alcançou US$ 125,8 milhões, crescimento de 16,34% em relação ao mesmo período de 2025.

Já o cobre aparece em terceiro lugar, com participação de 9,01% e movimentação de US$ 80,5 milhões. O metal, amplamente utilizado nas indústrias elétrica e de transformação, apresentou avanço de 11,91%.

Também figuram entre os principais produtos importados os álcoois, fenóis e fenóis-álcoois, que responderam por 8,22% da pauta e registraram uma das maiores altas do ranking. As aquisições saltaram de US$ 12,5 milhões para US$ 73,4 milhões, uma expansão de 484,26%.

MÁQUINAS E AÇO IMPULSIONAM A PRODUÇÃO

Outro destaque é a categoria de máquinas não elétricas, que passou de apenas US$ 236 mil em importações para US$ 40 milhões entre janeiro e abril deste ano, um crescimento expressivo de 16.855,24%.

Os produtos laminados planos de ferro também apresentaram expansão significativa, com aumento de 37,18%, alcançando US$ 33,8 milhões e participação de 3,79% no total importado.

Segundo os dados da Semadesc, a composição da pauta revela a forte demanda da indústria sul-mato-grossense por matérias-primas, combustíveis e equipamentos voltados à ampliação da capacidade produtiva.

TÊXTEIS E EQUIPAMENTOS DE REFRIGERAÇÃO COMPLETAM O RANKING

Entre os dez principais itens importados pelo Estado ainda aparecem tecidos de fibras sintéticas, tecidos de malha, artigos confeccionados e bombas, centrífugas, compressores de ar e seus componentes.

Neste último caso, houve crescimento de 140,94%, demonstrando a expansão da demanda por equipamentos utilizados em sistemas industriais e de refrigeração.

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