O cooperativismo está presente na rotina de quem vive em Mato Grosso do Sul, e na véspera da data comemorativa — sábado (4) — foi possível ter a dimensão do que o cooperativismo representa: 137 cooperativas; mais de 15 mil empregos diretos e impacto sobre quase 700 mil cooperados, quase um quarto da população de Mato Grosso do Sul.
“É emprego, é renda, é desenvolvimento. O cooperativismo transforma vidas por meio do trabalho e gera inclusão produtiva”, disse o economista Jaime Verruck, ex-secretário de Desenvolvimento do Estado, após receber simbolicamente homenagem da OCB/MS e Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, durante o evento CoopsDay, que encerrou as festividades da semana dedicada ao cooperativismo na noite desta sexta-feira (3).
Emocionado, Verruck reforçou que em Mato Grosso do Sul o cooperativismo é visto como agente transformador e que de forma persistente, durante os 11 anos e três meses que esteve à frente da Secretaria, ele buscou soluções para impulsionar as atividades das cooperativas.
“Tenho orgulho de dizer que contribuí para transformar as cooperativas em instrumentos de industrialização, geração de renda e interiorização do desenvolvimento”, declarou Jaime Verruck.
O trabalho dele em prol do cooperativismo foi destacado pelo presidente do Sistema OCB/MS, Celso Regis. Ele pontuou que Verruck defende o cooperativismo muito antes de chegar à Secretaria e que estando à frente da pasta conduziu importantes ações para impulsionar o desenvolvimento das cooperativas. O proponente da concessão da honraria, deputado estadual Professor Rinaldo Modesto, coordenador da Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo da Alems, entregou a homenagem ao lado de Celso Regis.
Cooperativismo como política de Estado
No período em que esteve à frente da Secretaria , o cooperativismo passou a ocupar posição estratégica na política de desenvolvimento econômico, com a estruturação do Programa Estadual de Desenvolvimento e Fortalecimento do Cooperativismo de Mato Grosso do Sul (Procoop), que ajudou a tornar o estado um ambiente confiável para cooperativas que buscavam crescer, industrializar e investir em novas cadeias produtivas.
Um dos exemplos é a Coamo, em Dourados, que recebeu incentivos e acompanhamento para a construção de uma indústria de processamento de soja, gerando algo em torno de 350 empregos diretos, capacidade de processamento de 3 mil toneladas de soja por dia e produção de farelo e óleo, além de refinaria para 720 toneladas/dia de óleo de soja refinado. “É o cooperativismo como instrumento de agregação de valor. Em vez de apenas receber, armazenar e comercializar grãos, a cooperativa passa a processar soja dentro do estado, gerando emprego e renda”, pontuou Verruck.
A suinocultura é outro eixo forte do cooperativismo, com diferentes frentes: fortalecimento da Cooasgo, expansão da Aurora em São Gabriel do Oeste e atração da Copérdia para sistemas integrados de terminação de suínos. “A política de cooperativismo não ficou concentrada nas grandes cidades. Ela levou novos sistemas integrados de produção para municípios como Jaraguari, Corguinho e Terenos, conectando produtores à indústria e ampliando a suinocultura de Mato Grosso do Sul”, disse Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.
Por meio do Procoop também foi possível apoiar cooperativas da agricultura familiar a exemplo de um acordo inédito entre a Cooplaf e a Cooperdib, permitindo que produtores associados comercializassem leite para fabricação do pasteurizado, bebida láctea e muçarela, com venda de produtos via Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para escolas públicas em Terenos, Sidrolândia, Campo Grande e Dois Irmãos do Buriti.
Outra ação garantiu incentivos para a Coopavil, no Vale do Ivinhema, para ampliar a produção de queijos e derivados. A cooperativa participava do Procoop e pretendia industrializar novos produtos, como provolone, minas frescal, meia cura, manteiga, creme de leite e ricota. “Isso mostra que o cooperativismo apoiado pela secretaria não se limitou ao grande agronegócio. Ele também chegou à agricultura familiar, ao leite, às escolas públicas e à renda de pequenos produtores”, analisou Verruck.
Avanço também com a inclusão das cooperativas de crédito como instrumento de financiamento produtivo. Foi defendido no Condel/Sudeco a alocação de 10% dos recursos do FCO para cooperativas de crédito, o que mostra uma ação estrutural: não basta ter cooperativas produtivas é preciso dar acesso ao crédito para financiar expansão, modernização e novos negócios.
“Foram anos de muito trabalho. E hoje, reforço que o reconhecimento que recebo não é apenas trajetória pessoal, mas uma política pública que ajudou a colocar o cooperativismo no centro da estratégia de desenvolvimento estadual”, finalizou Jaime Verruck.
Homenagem
A honraria da última sexta-feira (3) foi entregue de forma simbólica, pois se trata do Diploma e Medalha do Mérito Legislativo em Homenagem ao Cooperativismo Sul-mato-grossense outorgada em Sessão Solene no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, na quarta-feira (1º), por meio de parceria com a OCB/MS. Na ocasião, Jaime Verruck foi representado pelo coordenador político Marcelo Castro.
(*) Assessoria de Imprensa



