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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Centro-Oeste leva fé, tradição e cultura pantaneira ao 62º Festival do Folclore de Olímpia

Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul trazem a Olímpia a congada de Catalão, dedicada a Nossa Senhora do Rosário, ao lado dos grupos que preservam as danças e a fé do cerrado e do Pantanal

O Centro-Oeste chega à 62ª edição do Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL) com três grupos de três estados: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Do berço da congada goiana às danças pantaneiras, a região leva ao palco do maior festival de folclore do país um recorte da cultura popular do cerrado e do Pantanal. O festival acontece de 1º a 9 de agosto, em Olímpia (SP), com entrada gratuita.

Realizado sem interrupção desde 1965, o FEFOL é um dos eventos de cultura popular mais longevos do Brasil. Todo mês de agosto, Olímpia se transforma no ponto de encontro das tradições de todo o país e, nesta edição, sob o tema “Aquele Abraço” e em celebração ao Jubileu de Alecrim, reúne mais de 70 grupos das cinco regiões. Nesse palco, o Centro-Oeste apresenta um repertório forjado entre o cerrado e as águas do Pantanal, ainda pouco conhecido fora de suas fronteiras.

Goiás

De Goiás vem o Terno de Moçambique Nossa Senhora do Rosário, do bairro Nossa Senhora de Fátima, em Catalão, um dos maiores centros da congada no Brasil. Fundado por Leonardo Bueno em 2018, o grupo integra a tradicional Festa do Rosário, celebração que reúne diversos ternos de congo e de moçambique em louvor a Nossa Senhora do Rosário, padroeira à qual a maioria dos congadeiros é devota. No moçambique, a fé afro-brasileira ganha corpo no compasso das caixas e dos tambores e na coreografia dos bastões, que marca o andar dos ternos pelas ruas da cidade. É uma das expressões mais fortes da religiosidade popular do cerrado goiano.

Mato Grosso

De Mato Grosso, Cáceres envia o Grupo Vitória Régia, associação cultural e artística que desde 2010 se dedica à valorização do folclore mato-grossense, com foco na cultura pantaneira. Verdadeiro embaixador da cultura do Pantanal, o grupo já representou o Brasil em festivais na Argentina, na Bolívia, no Chile, na Colômbia, no México, no Paraguai e no Peru, e foi o único grupo de Mato Grosso homenageado no FEFOL, em 2013. Em 2023, recebeu o Prêmio Mestre Lucindo pelo trabalho de valorização da cultura pantaneira. Mais do que um grupo de palco, o Vitória Régia leva oficinas gratuitas a escolas, creches, comunidades rurais e periferias de Cáceres, sustentando seu trabalho na economia criativa e em ações de inclusão. Em Olímpia, apresenta a dança, a música e o imaginário de uma das regiões de maior biodiversidade do planeta.

Mato Grosso do Sul

De Mato Grosso do Sul, o Grupo Camalote, de Campo Grande, nasceu em 2003 de um curso para professores e se tornou um dos principais guardiões da cultura sul-mato-grossense. Reconhecido como Ponto de Cultura pelo IPHAN em 2008 e finalista, em 2012, do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade na categoria Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial, o grupo tem forte vocação educativa: boa parte de seus integrantes são professores que levam as danças folclóricas para dentro das escolas por meio do projeto “Camalote vai à escola”. Seu repertório percorre as cirandas, o catira, o siriri, as polcas, os chamamés e as danças chaquenhas, além da representação da fé, das lendas regionais como o Minhocão e o Pé-de-Garrafa e do toro candil da fronteira com o Paraguai. A pesquisa da folclorista Marlei Sigrist é a base desse trabalho, que já subiu ao palco de Olímpia em outras edições do FEFOL.Juntas, as três delegações do Centro-Oeste levam a Olímpia um Brasil de fé e de natureza. Da congada que ecoa nas ruas de Catalão às danças que nascem à beira dos rios pantaneiros, cada apresentação guarda a memória de comunidades que fizeram da cultura popular um modo de resistir e de pertencer.

“O Centro-Oeste chega ao FEFOL com o cerrado e o Pantanal no corpo e na voz. São tradições de fé e de natureza, da congada de Catalão às danças pantaneiras, que revelam um Brasil profundo, guardião de uma cultura riquíssima e ainda pouco conhecida do grande público”, afirma Priscila Foresti, secretária de Cultura e Defesa do Folclore de Olímpia.

“Quando o Pantanal e o cerrado sobem ao palco de Olímpia, o público descobre que o folclore brasileiro é muito maior do que imagina. Receber Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul é uma alegria que engrandece o nosso festival”, destaca o prefeito Geninho Zuliani.

62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL)

  • Datas: 1º a 9 de agosto de 2026
  • Local: Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna” — Av. Menina Moça, 800 — Olímpia/SP
  • Entrada gratuita
  • Canais oficiais: linktr.ee/folcloreolimpia

Sobre o 62º FEFOL

Sob o tema “Aquele Abraço”, o 62º Festival do Folclore de Olímpia acontece de 1º a 9 de agosto de 2026, no Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna”, com entrada gratuita. A edição celebra o Jubileu de Alecrim e reúne mais de 70 grupos no elenco confirmado: mais de 50 vêm de 21 estados das cinco regiões do Brasil e outros 20 são de Olímpia, que segue como protagonista da própria festa. Desse conjunto, 17 estreiam no festival. Nos nove dias, são mais de 130 apresentações noturnas e cerca de 50 participações diurnas em escolas, ruas, comércio e espaços públicos, envolvendo cerca de 2.800 artistas, músicos e coordenadores. A organização estima receber 180 mil visitantes ao longo do evento. O FEFOL é uma realização da Prefeitura Municipal de Olímpia, por meio da Secretaria de Cultura e Defesa do Folclore, com apoio de projetos de incentivo cultural e parceiros.

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