Carne, ferro-gusa e celulose são alguns produtos exportados por Mato Grosso do Sul e que escaparam da sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos. A informação sobre a sobretaxa, que começa a vigorar no próximo dia 22, foi divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na quarta-feira (15).
O economista e ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, destaca os produtos brasileiros que foram isentos e pontua que o agro foi um setor menos afetado pela medida.
Para se ter uma ideia, só as exportações de carne bovina de Mato Grosso do Sul para os EUA, de janeiro a junho deste ano, somaram US$ 216,7 milhões, de ferro-gusa contabilizaram US$ 75,4 milhões e papel e celulose foi de US$ 59,4 milhões.
“A nossa grande preocupação era sobre quais produtos iriam impactar diretamente a economia do estado de Mato Grosso do Sul. Então, dentro da avaliação, o setor de carnes — que era uma das nossas grandes preocupações, porque já tem sofrido restrições da Comunidade Econômica Europeia e da China, em termos de cota — poderia impactar significativamente a nossa produção local. E ficou excluído da lista, assim como ferro-gusa, que era uma outra preocupação. Também não foi colocada tarifa adicional na celulose e isso é extremamente favorável”, avaliou Verruck.
Ele lembra do trabalho realizado — tanto pelo governo brasileiro, como pelas entidades brasileiras representantes desses setores — e que o pano de fundo era a discussão sobre o PIX, a taxação das empresas, as multas na área da internet e a possibilidade de restrição sob o ponto de vista do desmatamento.
“O governo brasileiro não cedeu em relação a essas outras atividades e a consequência foi de implementação, então, da tarifa em alguns produtos, mas principalmente os produtos do agro brasileiro acabaram sendo excluídos. Isso é favorável para a economia do estado de Mato Grosso do Sul”, finalizou Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.





