03/10/2007 09h16 – Atualizado em 03/10/2007 09h16
Estadão
O técnico Nelsinho Baptista chegou à conclusão que, com Vampeta, o Corinthians perde nas jogadas aéreas e na marcação. Por isso, resolveu sacar o experiente volante e promoveu outras três mudanças no time titular, depois da derrota por 2 a 1 para o Sport. Após uma semana de trabalho, o treinador também observou que é hora de jogar fechado atrás e apelando para os contra-ataques. Chega do discurso otimista de “partir para cima dos rivais”. Com cinco derrotas seguidas, a ordem para a equipe nesta quarta-feira, diante do Fluminense, às 20h45 (horário de Mato Grosso do Sul), no Maracanã, é a de somar pontos, não importa se um (empate) ou três (vitória). A aposta do treinador é na reedição da defesa que, no início do Brasileiro, sofreu dois gols em seis rodadas: Fábio Ferreira (no lugar de Fábio Braz), Zelão (substitui Vampeta) e Betão. “Acompanhei o Fábio no Paulista. É um zagueiro rápido e sabe sair pelo lado”, disse o treinador. “Com estes três, mais o Carlos Alberto (herdou a vaga de Bruno Octávio, com lombalgia) e o Moradei, vamos dar maior liberdade para os alas e os meias.” Vale tudo para salvar o Corinthians do rebaixamento. Apelar para palestra motivacional e até papo isolado ao pé do ouvido. Nelsinho está incomodado, como definiu, em ver a equipe na 18.ª colocação, com apenas 33 pontos, mas abdicou de fazer contas. Sua técnica é simples: elogiar o grupo, contar com todos os jogadores e passar confiança a todo momento. “Tive conversas individuais, e todos foram claros ao falar que a equipe já foi diferente, teve outra postura frente o Sport (derrota por 2 a 1). Eles Se colocaram mais à disposição e mostraram maior preocupação com o coletivo”, contou Nelsinho. Animado em notar evolução com seu trabalho, o técnico resolveu blindar o elenco. Nada de ficar com medo da torcida. Todos têm de se preocupar, apenas, em salvar o Corinthians. “Todos sabem que serão valorizados no resultado positivo. Não quero ver ninguém se preocupando em quem vai ser o culpado por algo”, disse. “Fiz uma blindagem nesse sentido. Sabemos o que pode acontecer, mas não vamos ficar pensando na manifestação do torcedor, nem com eleição, se vai fazer frio ou chover. Quero todos focados no Fluminense.” O meia Ailton, com nova chance entre os titulares (jogará no lugar de Éverton Santos), entrou no clima do chefe. “O Corinthians não pode, não deve e não vai cair”, garantiu, confiante. “O Corinthians fora da Primeira Divisão é igual a tomar caipirinha sem colocar o limão. Não dá”, filosofou. Entusiasmado e bem exagerado, o jogador praticamente eliminou as chances de queda do time. Ignorou até o índice de 62% de possibilidade de rebaixamento, apontado pelos matemáticos. “Numa escala de 0 a 10 a chance de a gente se livrar é 10. Jamais vou dar um passo para o lado achando que nada é reversível”, afirmou. Resta saber se em campo mostrará tal determinação.





