26/06/2007 16h15 – Atualizado em 26/06/2007 16h15
Prof. Rosildo Barcellos Apesar da corrupção, e o esquecimento do valor humano nas relações políticas de comando no nosso país estarem parecendo um câncer difícil de diagnosticar,neste artigo trato do verdadeiro,do real e que tem atingido inúmeras familias e ceifado a vida de grandes persnalidades. O câncer comumente dito tem esse nome dado,em geral e popularmente a todas as formas de tumor maligno. A palavra vem do latim cancer, que significa caranguejo. Esse nome se deve à semelhança entre as pernas do crustáceo e os tentáculos do tumor, que se infiltram nos tecidos sadios do corpo. Os tumores se desenvolvem quando certas células de um organismo se multiplicam de maneira descontrolada em virtude de uma anormalidade nos genes. Forma-se, então, um núcleo celular sólido e uma rede de vasos sanguíneos para sustentá-lo. Através da corrente sanguínea ou linfática, as células malignas atingem outros órgãos e originam novos tumores, processo conhecido como metástase. Em geral, o câncer é uma doença de longa evolução. Até atingir o tamanho aproximado de uma azeitona, que é quando costuma ser diagnosticado, um tumor pode levar alguns anos para ser descoberto. Existem mais de cem tipos de câncer. Cerca de 90% deles são curáveis se diagnosticados precocemente e tratados de maneira correta.E é isso que nos interessa,por issso o fundamento desse artigo.Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), Alcança 9,3 milhões o número de novos casos anualmente, elevando para 57,5 milhões o total de doentes. Até 2020, pelo menos 15 milhões de pessoas devem desenvolver a doença. O tipo de câncer mais comum é o de pulmão, que provoca 1 milhão de mortes, seguido dos de estômago, intestino, fígado, mama, esôfago, boca e colo do útero. No Brasil, os tumores mais letais são os do estômago,e o câncer,de maneira geral, é a terceira causa de morte, depois de doenças circulatórias e de fatores externos (acidente, homicídio etc.). Realmente causas do câncer não são conhecidas a fundo como gostaríamos, mas alguns fatores potencializam o risco de sua manifestação. O fumo aumenta a chance de câncer no pulmão. A exposição demasiada ao sol intensifica o risco de câncer de pele. Distúrbios hormonais podem provocar câncer de mama. Certas infecções possibilitam o surgimento de câncer no fígado e no estômago. Radiações aumentam os riscos de leucemia. O estresse, a alimentação pobre em fibras e o consumo excessivo de gordura, conservantes químicos e substâncias oxidantes também estão relacionados a alguns tipos de câncer. Já está provado que a propensão a determinadas formas da doença é característica hereditária e que os riscos crescem com a idade. A cirurgia e a radioterapia são formas locais de combate à doença. A cirurgia é usada para a retirada dos tumores. Já a radioterapia procura matar a célula maligna pelo efeito da irradiação, mas pode atingir outros tecidos, provocando inflamações. A quimioterapia, tratamento à base de drogas, impede a reprodução celular e leva as células malignas à morte. Atua também sobre as células normais, causando efeitos colaterais temporários, como queda de cabelo, vômito e diarréia. A hormonoterapia é usada para combater os tumores mais sensíveis à ação dos hormônios, como os de mama e os de próstata. A utilização de tratamentos que associam a cirurgia à radioterapia ou à quimioterapia tem mostrado resultados satisfatórios, como nos tumores ósseos mais comuns e nos casos de câncer de mama. As pesquisas baseadas na terapia gênica buscam a fabricação de cópias de genes normais e sua implantação nas células em que foram detectados os problemas. A ciência investe também na produção de drogas que interrompam a fase na qual o tumor produz seus próprios vasos sanguíneos para crescer. Há dez anos atrás foram registrados progressos nas pesquisas com interferon, uma proteína natural capaz de matar células cancerosas, e com interleucina,grupo de moléculas produzido em pequenas quantidades pelas células e considerado eficaz para desencadear a ação do sistema imunológico. A terapia fotodinâmica, que usa um aparelho emissor de luz pulsante associado a um creme fotossensibilizante, começa a ser empregada no tratamento de alguns tipos de câncer de pele. A confirmação da relação entre certos tipos de câncer e infecções tem levado os pesquisadores a trabalhar no desenvolvimento de vacinas contra a doença. Uma vacina já utilizada na prevenção do câncer de fígado é a que protege contra a hepatite do tipo B. Calcula-se que surjam cerca de 540 mil novos casos de câncer de fígado por ano no mundo, dos quais 83% estão relacionados com a hepatite B. Outra vacina em fase de pesquisa é a que combate a Helicobacter pylori.Cerca de 550 mil casos de câncer de estômago ocorrem em conseqüência das infecções provocadas por essa bactéria. Graças ao avanço nos estudos da biologia molecular está sendo estudada ainda a criação de vacinas contra tumores não relacionados a infecções. Precisamos estar sempre preocupados com as questões de saúde,principalmente quando tem-se casos na família.Que pena que a desassistência da saúde em nosso estado é premente.Deus nos ajude e nos livre;não obstante, a prevenção ainda é uma arma.Arme-se!
*articulista


