10/05/2007 16h36 – Atualizado em 10/05/2007 16h36
- José Eduardo Moura A maternidade consegue elevar todas as mulheres a participar, com o Criador, da graça única de viver e acompanhar a beleza da criação em si. Podemos dizer que, repetidas vezes, em toda parte do mundo, a sombra do Altíssimo repousa docilmente sobre cada mulher que através do “SIM” da alma, realizando a vontade de Deus. Mulheres vivem o mistério de compartilhar um mesmo corpo com um novo ser (ou mais), estando em comunhão de corpo e alma. Essa relação extrapola a nossa razão: por um período de tempo, se estabelece uma profunda e intrínseca relação de amor, muito próxima daquela existente na Trindade – o diálogo entre almas. Quem poderia imaginar o diálogo que se estabelece quando o Criador – voltando o olhar sobre cada ventre – contempla através da Sua serva a realização de Sua Obra? Uma troca de olhar, quando Criador e criatura se contemplam – momento em que, de maneira especial, o próprio Senhor participa da alegria da maternidade. Quem dera pudéssemos lembrar de tão sublime momento, quando fomos objeto de tamanha atenção; tivemos o céu voltado para nós ainda quando éramos de tamanho insignificante para o mundo. Infelizmente, por motivos desconhecidos, nem todos os filhos foram esperados com tamanha expectativa. Ainda assim, jamais deixarão de ser lembrados pelas mães que os geraram, já que são seu sangue e sua carne. Para todas que realizaram o mister da extensão das mãos do Criador, que lhes sejam concedidas a recompensa ainda nessa terra das promessas do Deus Todo-Poderoso. Deus abençoe as Marias, Beneditas, Terezas, Franciscas, Bernadetes, Áureas, Elizabethes, Matildes, Marinas, Neides, Márcias, Margaridas, Celestes, Anas, Josefas… que repetiram nos recônditos da alma as mesmas palavras da Mãe Daquele que as criou: “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra” (Lucas 1,38). * José Eduardo Moura é missionário da Comunidade Canção Nova e atua na Fundação João Paulo II (www.cancaonova.com)


