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sexta-feira, 20 de março de 2026

Ponto de vista: Atestado de óbito

21/03/2007 17h04 – Atualizado em 21/03/2007 17h04

Cezar Miranda – Jornalista

Qualquer brasileiro que se aventure a constituir uma empresa, deve ter em mente que as chances de seu negócio dar certo são muito remotas. Impostos e mais impostos; obrigações e mais obrigações; taxas e mais taxas… Boa parte do que se lucra, vai para os governos e de lá para o bolso de algum corrupto. Nos últimos anos a mulher tem avançado positivamente dentro do mercado de trabalho. Até mesmo a discrepância entre o salário masculino e feminino já está praticamente acabado – ou acabando. Foram avanços importantes e unifica o ser humano, antes separado pelo sexo. Um dos grandes empecilhos para que a mulher tivesse postos de trabalho no topo da hierarquia era a sua capacidade de engravidar. A ausência forçada do trabalho era visto como um fardo a mais para os empresários. A cultura foi mudando e hoje os quatro meses da licença-maternidade é visto como algo normal. A Senadora Patrícia Saboya – ex de Ciro Gomes – que não precisou de licença para nada, já que seu marido sempre esteve pendurado em algum cargo de governo, está propondo aumento neste tempo de ausência do trabalho. Defende que o período seja de seis meses e a sua proposta tem tudo para ser aprovada. Esse tempo, convenhamos, é longo demais. Quando a mulher voltar ao trabalho, certamente que terá que se adaptar a mudanças funcionais, se adequar aos novos colegas e assim por diante. Dois meses a mais, para o seu rebento, não deverá fazer lá grande diferença, mas para o patrão, fará. Por isto, é bem provável que a Lei, se aprovada, se torne uma espécie de Atestado de Óbito para todos os avanços até aqui conquistados.

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