09/03/2007 09h00 – Atualizado em 09/03/2007 09h00
Cezar Miranda – Jornalista
Nesta semana esteve no Brasil o Presidente da Alemanha. Nenhum esquemão de segurança foi montado e a passagem do cidadão só não passou em branco porque jornais e telejornais deram uma pequena notícia. Lula, nas suas constantes viagens, também não recebe nenhum destaque da imprensa internacional e no próprio país que visita, quando muito uma nota de rodapé anuncia sua presença. O que vale para o alemão Horst Köhler e para o brasileiro Lula, vale para praticamente todos os demais governantes do mundo. Praticamente, porque a exceção neste caso é sempre o Presidente dos Estados Unidos da América. Por onde ele anda, uma multidão de repórteres o acompanha, não perdendo nenhuma palavra que ele diga. Afinal de contas, dependendo do que disser, o mundo pode praticamente desabar. Com ou sem manifestação, George Bush vai onde quer e quando quer. Vem ao pacífico Brasil da mesma forma que vai ao tumultuado Iraque, apenas para comemoração do Dia de Ação de Graças. Ele pode. A visita ao Brasil mexeu com São Paulo, tanto pela ação policial de garantia da sua segurança, quanto pelas manifestações contra ele. Se sem Bush, por aqui o trânsito é um caos, imaginem com Bush por perto… Amanhã ele vai embora (ufa!!!) e a capital paulista poderá voltar ao normal. Ou seja, praticamente intransitável como sempre. Ah! E o resultado da visita? Nada de importante. Bush só está aqui para mostrar ao atrevido venezuelano Hugo Chavez que quem manda no mundo é ele.


