27/02/2007 15h17 – Atualizado em 27/02/2007 15h17
Cezar MIranda – jornalista
Que o brasileiro é um povo alegre, divertido e altamente criativo, ninguém tem mais dúvida. Mas não precisamos exagerar. Aquele sujeito que vendia quinquilharias sem lugar determinado, foi comparado ao “camelo”, numa alusão ao bicho que anda léguas e mais léguas deserto afora. A criatividade tupiniquim fez aparecer o verbo “camelar”, que no popular significa andar muito. E o sujeito que andou muito, “camelou” tanto que acabou virando a profissão de “camelô” e que ganhou até espaço próprio em muitos municípios brasileiros. Os “camelódromos”. Ufa! Muitos anos atrás surgiram, para escandalizar a sociedade brasileira, os primeiros “travestis”, que alguém notou ser um “bicho estranho”, mas que por causa dos trejeitos nada masculinos foi levado ao feminino, tornando-se “bicha”. E posteriormente para dar status mais sério, ganhou uma roupagem americanizada, atendendo pela singela expressão “gay”. Um luxo! O Brasil investiu uma fortuna razoável para colocar o primeiro astronauta em órbita. Marcos Pontes foi o escolhido, com direito até mesmo a uma conversinha espacial com o Presidente Lula. Como não poderia deixar de ser, nosso inefável Presidente optou pelo jeito brasileiro de levar a vida. Ao invés de avaliar os aspectos positivos do investimento ou colher a visão privilegiada do astronauta sobre o cosmos, achou melhor enaltecer o seu capenga Corinthians. Em Brasília, aliados e não aliados discutem com fervor quem são as pessoas melhor preparadas para assumir posição de destaque no governo federal. Mas nada disto está sendo levado em conta. Luiz Inácio Lula da Silva, como bom brasileiro que é, prefere levar o assunto na gozação. Anúncio do nome dos Ministros? Só na segunda quinzena de março. Brincadeira!


