26/02/2007 01h21 – Atualizado em 26/02/2007 01h21
Cezar Miranda – jornalista
Quando criança os pais ensinam que se tem que ser honesto para que sejamos pessoas respeitadas. E a honestidade é o passaporte indispensável para ter-se sucesso na vida. A realidade brasileira, porém, joga tudo isto literalmente na lata do lixo. No Brasil, honestidade é uma palavra em extinção nos prédios ditos do “poder”. Em prefeituras, seja de cidades paupérrimas ou de grandes metrópoles, rouba-se sem o menor constrangimento. Nos governos estaduais, idem. No governo federal, não é preciso ir longe para se ter a certeza absoluta de que a bandalheira é algo institucionalizado. Collor à parte, com FHC no comando, várias foram as denúncias. Com Lula, a maré de roubos chegou a níveis inimagináveis. Pois a coisa tende a piorar, sabiam? É… Na próxima quinta-feira o Supremo Tribunal Federal poderá alterar – pra pior – uma Lei que já não é lá aquelas coisas. É a Lei que trata das improbidades administrativas. Com o novo texto, se aprovado pelo STF, agentes públicos só responderão por crimes de responsabilidade, independente do tamanho do rombo, cabendo ao Legislativo determinar a culpa ou inocência do político. Que festança! Só para se ter uma pequena idéia da barbaridade que poderá estar sendo cometida, nada menos que 10 mil processos serão considerados extintos. Paulo Maluf, Orestes Quércia, Antonio Palocci e mais um bando de gente graúda pelo país afora, estará livre feito um passarinho. Já perdemos literalmente tudo em termos de honestidade na política. A partir de quinta, se tudo correr como essa gente quer, vai latrina abaixo também aquele ditado de que “o crime não compensa”… E a gente vai ficar boiando. Cezar Miranda – jornalista


