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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Ladrões de banco seqüestram juiz, delegados e PMs

10/01/2007 07h57 – Atualizado em 10/01/2007 07h57

Folha Online

Após roubar dois bancos e matar um policial no Triângulo Mineiro, uma quadrilha armada de fuzis não só escapou da perseguição policial como aproveitou para fazer reféns seus perseguidores. Nesta quarta, os ladrões permanecem em fuga levando sete reféns: um juiz, dois delegados e quatro policiais militares. A polícia suspeita que os bandidos sejam de São Paulo, já que iniciaram sua ação em dois carros –um Vectra e um Blazer– com placas do Estado. Os automóveis transportavam entre 10 e 15 homens, que invadiram agências bancárias do Itaú e do Banco do Brasil na cidade de São Gotardo, às 16h desta terça (9). Segundo o sargento Carlos Santos, da PM de São Gotardo, os ladrões estavam armados com fuzis AR-15 e HK e usavam coletes à prova de balas. Eles fugiram da cidade levando um gerente e outros três funcionários dos bancos como reféns. A polícia ainda não sabe o quanto foi roubado nas agências. A quadrilha tomou inicialmente a rodovia BR-354, que leva a Pato de Minas, e depois se embrenhou por estradas vicinais, sempre roubando novos carros e abandonando os anteriores. Em Rio Paranaíba, a polícia conseguiu interceptar o bando e houve novo tiroteio. Três PMs foram baleados. O cabo Vandec Costa da Silva, pai de duas filhas, morreu após ser atingido na cabeça. Outros dois cabos foram alvejados nos braços e ombros e não correm risco de morte. Novos reféns A polícia montou bloqueios nas estradas e mobilizou o efetivo de várias cidades, com o apoio de dois helicópteros, mas ainda não conseguiu capturar os ladrões. Em duas ocasiões, os policiais mobilizados é que foram capturados. Os ladrões seqüestraram durante a fuga quatro PMs que os perseguiam, um juiz de Carmo do Paranaíba e dois delegados, de Rio Paranaíba e Carmo do Paranaíba. Os delegados estavam a caminho de São Gotardo para auxiliar os demais policiais na perseguição. Os funcionários do banco foram libertados pelos criminosos depois que o bando fez os novos reféns pelo caminho. Até o final da madrugada, os ladrões já haviam abandonado cerca de dez carros roubados e, segundo a policia, continuavam a fugir por estradas secundárias. “O que não falta por aqui é estrada vicinal”, afirmou o sargento Santos. A violência e a ousadia da quadrilha chocaram os moradores de São Gotardo, com população de pouco mais de 32 mil habitantes. “A população ficou assustada. Nunca tivemos nada deste porte”, afirmou Santos.

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