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terça-feira, 12 de maio de 2026

Franck Caldeira vence a São Silvestre, em pódio brasileiro

31/12/2006 17h10 – Atualizado em 31/12/2006 17h10

Estadão.com

A edição 2006 da São Silvestre, em São Paulo, foi perfeita para os brasileiros. Franck Caldeira, no masculino, e Lucélia Peres, no feminino, venceram suas corridas na prova disputada neste domingo. O dia foi completado com mais dois brasileiros: Clodoaldo Gomes da Silva, em segundo, e Paulo Alves dos Santos, em terceiro lugar.

Natural de Sete Lagoas, com 23 anos, Caldeira chegou credenciado pelo bicampeonato da Volta da Pampulha e seu melhor desempenho na corrida paulistana havia sido um sexto lugar (em 2003). Neste ano ele soube aproveitar o fato de os principais corredores (principalmente os quenianos) não terem vindo ao Brasil e venceu tranqüilamente.

Para ser completa, só faltou o recorde da prova. Franck Caldeira venceu com o tempo de 44min06s. A surpresa foi o vice de Clodoaldo Gomes da Silva, com 45min13s (graças a uma arrancada espetacular na avenida Brigadeiro Luís Antônio), e em terceiro, Paulo Alves dos Santos, com 45min16s. Javier Alexander Guarin (COL), foi o quarto, com 45min20s, e João Baptista Ntyamba (ANG), em quinto, com 45min21s.

Mudanças e muita chuva

A temperatura para corredores durante a prova (que teve largada às 17 horas) foi considerada a ideal (média de 20ºC), mas a chuva constante incomodou um pouco.

Fabiano Gomes Santos foi quem partiu na frente, no pelotão de elite, mais uma vez utilizando a estratégia do “coelho” (larga na frente apenas para puxar o ritmo e cansar adversários, além de aparecer um pouco na televisão). Foi na subida do Elevado Costa e Silva, no quilômetro quatro, que Franck Caldeira assumiu a ponta e tentou abrir vantagem.

Ubiratan José dos Santos estava em segundo, sendo acompanhado pelo angolano João Baptista Ntyamba. A situação mudou na avenida Rudge, quando o colombiano Guarin passou para o terceiro lugar, perseguindo Ntyamba. Na avenida Rio Branco, foi a vez do brasileiro Paulo Alves dos Santos encostar neste grupo.

Para Caldeira, porém, nada disso importava. Ele só aumentava a vantagem (esteve em 216 m no quilômetro 11, no começo do centro velho de São Paulo) e liderava com tranqüilidade. Levou assim até o fim e comemorou o título com bastante festa.

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