19/12/2006 08h15 – Atualizado em 19/12/2006 08h15
Dourados News
Duas únicas vencedoras do prêmio de melhor jogadora do mundo até este ano, a norte-americana Mia Hamm e a alemã Birgit Prinz sempre apontaram a brasileira Marta como o futuro da modalidade. Nesta segunda, o futuro chegou. Em sua terceira indicação, a meia, que atua pelo Umea, da Suécia, tornou-se a primeira brasileira a ganhar a honraria de Fifa, que promoveu noite de gala em Zurique sob o tema “Futebol Encontra Mozart”, numa referência aos 250 anos do nascimento do gênio austríaco. Nas edições anteriores, a norte-americana Mia Hamm ficara com o troféu em 2001 e 2002, e a alemã Brigit Prinz ganhara as últimas três edições. Marta, de 20 anos, estava entre as três finalistas nos últimos dois anos. Terceira colocada em 2004 e segunda em 2005, ela subiu gradativamente os degraus até chegar ao mais alto. Neste ano, ela obteve 475 votos e superou a norte-americana Kristine Lilly, 35 anos, que ficou em segundo lugar com 388, e a alemã Renate Lingor, 31, escolhida terceira melhor do mundo com 305 pontos. As veteranas Lilly e Lingor têm extenso currículo, com títulos mundiais e olímpicos acumulados por seus países. A brasileira recebeu o prêmio emocionada, lacrimejando. “Primeiro quero agradecer a Deus por tudo o que consegui até agora. Aos meus familiares, às minhas companheiras de clube e de seleção, a todas as pessoas que me ajudaram a chegar até aqui”, discursou. “E vou continuar trabalhando firme para voltar aqui mais vezes”, prometeu. Sem um campeonato nacional regular, Marta constrói sua carreira na Europa. “O que falta é o interesse dos clubes, dos empresários”, analisou a jogadora, que isenta a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de responsabilidade. “Ela mantém a seleção”, afirmou. Para Marta, a entidade poderia no máximo promover uma parceria entre os clubes. “Não precisa fazer uma liga (de) muito longa (duração), mas apenas para manter as meninas em atividade”, afirmou. Em campo, a maior conquista da carreira da atleta até agora foi a medalha de prata das Olimpíadas de Atenas-2004, quando o Brasil perdeu para os EUA de virada, por 2 a 1, na prorrogação.





